quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Natal é assim, em paz, como deve ser e sempre será


O Natal deste ano foi tão bom quanto os de tantos outros anos passados. Por tudo aquilo que representa a festa natalina. Um momento de reflexão, orações e também de alegria por todas às mensagens que nos traz. Não apenas a data do nascimento de Jesus Cristo, mas a renovação da fé, esperança e a crença de que é possível construir um mundo melhor.
Milhões de famílias, assim como a nossa (na foto abaixo), nos mais variados cantos e recantos, reuniram-se da mesma forma, ou de forma semelhante, para um congraçamento que se tornou universal. Milhares delas mal tiveram tempo, sossego ou mesmo condição para erguer um brinde, cercados que estão pelas mazelas da vida: a miséria, a fome, as guerras civis e o ódio que ainda impera entre os homens.
Mas o Natal é renovação da fé. Não necessariamente a fé estritamente religiosa. Mas, sim, a fé ampla e universal, de que é possível construir um mundo novo, cheio de esperanças e de justiça para todos.
No nosso Natal, a luz brilhou mais forte com o abrir de uma flor, a primeira no primeiro dia dessa planta da família das cactáceas, popularmente conhecida como Rainha da Noite, plantada aqui em casa pelas mãos caridosas e prestativas da Stela.
Natal é isso. Algo além de tudo isso, só o nosso desejo de um ano novo cheio de realizações, pleno de paz e de harmonia. Beijos no coração de todos.

Luz natalina
José Carlos Camapum Barroso
Rainha que floresce

Na noite de Natal
É como um açoite
De esplendor celestial.
É dádiva de Deus!
Uma nova mensagem
A pulsar nos corações:

Há vida a nos embalar,
Esperança na Terra!
Basta abrir os olhos
Para que a luz possa entrar...

Luz que é divina,
Eterna e nos ensina
Um modo novo de cantar,
Amar, viver a vida.

Rainha-da-Noite e do dia
Dai-nos hoje, e sempre,
A esperança perdida.


 

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Entre provérbios populares e a sabedoria de Adoniran Barbosa


Jesus me chicoteia é uma expressão bem interessante. Imagine ser chicoteado por Jesus. É merecimento demais. É de uma grandeza maior do que a do Universo do qual fazemos parte. Logo ele que sofreu chibatadas para nos salvar. Que aguentou o chicote da intolerância humana contra quem apenas pregava o amor, a caridade e a solidariedade entre os homens.
A gente deseja tanto, tanto, alguma coisa neste mundo, que se julga merecedor de umas chicotadas do Filho de Deus. E ainda pede com o clamor celestial: Jesus me chicoteia! Pelo amor de Seu Pai e do Espírito Santo, como bom Filho que sempre fostes!

 
Outra que vale a pena alguma reflexão é Pau que dá em Chico também dá em Francisco. O camarada tem o nome maravilhoso, sonoro e expressivo de Francisco, porém, mal acabou de nascer já começa a ser chamado de Chico, que é de uma inexpressividade sem precedente. Aí vem um provérbio popular e diz que o mesmo pau que bate no apelido servirá também para corrigir o nome. Tá certo que a Justiça é a mesma para todos, em tese, pelo menos, e não pode escolher entre o feio e o bonito, mas, coitado do Francisco que um dia virou Chico...
Tem um provérbio chinês que diz o seguinte: O plantio é opcional, mas a colheita é obrigatória; por isso, cuidado com o que planta. É assim durante toda a vida. Ninguém é obrigado a plantar, mas se plantou, querendo ou não terá de colher – bons ou maus frutos. Em outras palavras, vai colher aquilo que plantou.
São muitos os provérbios belos e profundos, assim como também curiosos e interessantes. Aliás, os provérbios são tão antigos quanto a nossa existência. Na música popular brasileira, Adoniran Barbosa é um símbolo nesse quesito. Criou expressões, frases, pensamentos e até mesmo provérbios, que hoje fazem parte do nosso universo cultural. Um deles diz que a saudade é como rato em queijo parmesão; como rói a danada.
Adoniran era capaz de transformar coisas simples em grandiosas. Teve sensibilidade e criatividade suficientes para fazer histórias e causos corriqueiros virarem letras de músicas que se tornariam eternas. Uma delas é a história da chave para abrir a porta quando a gente chega em casa de madrugada. Só ele pra transformar isso em música. E ainda contar em versos a solução encontrada para não perturbar o sono da mulher amada: amarrar um cordão no trinco e abrir pelo lado de fora. Depois desse achado genial, adquiriu o direito de chegar à meia-noite e cinco, ou então a qualquer hora.
Foi capaz de transformar em samba um simples diálogo entre dois operários da construção civil sobre o que trouxeram para o almoço. Depois de conferido o cardápio, os dois podem almoçar sentados na calçada, conversar sobre isso e aquilo – “de coisas que nós não entende nada”.

 
Adoniran Barbosa foi capaz de se comover com o despejo na favela, a enchente que levava – e leva até hoje – o barracão e tudo, ou quase nada, que havia de estimação no barracão de uma família pobre. Era capaz de se revoltar com o amigo, Arnesto, que o convidou prum samba lá no Braz, “nós fumos e não encontremos ninguém”. A vingança ficou garantida: “da outra vez, nós num vai mais”.
Isso é que é viajar na maionese. No começo era o provérbio, no fim tudo acaba em Adoniran Barbosa, um paulista genial, nascido na cidade de Valinhos e filho de imigrantes italianos. Um brasileiro da gema.


 
 

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

O verdadeiro espírito natalino de ontem, hoje e sempre...


A religiosidade é uma coisa boa nessa nossa curta passagem por esta vida. Desde que imbuída do espírito da caridade, do amor ao próximo e também do respeito por aquelas pessoas que praticam outras religiões, ou que não praticam religião nenhuma, ou não acreditam no mesmo Deus que acreditamos, ou até mesmo para com aqueles que não acreditam em nenhum Deus.
O espírito verdadeiramente Cristão é aquele que sempre professa, persegue e pratica o bem, sem olhar a quem. E isso não é fácil. Exige muita abnegação e humildade. Aliás, humildade é a palavra chave nessa vida.



O espírito natalino deve valorizar tudo isso e não aquelas coisas superficiais e passageiras que nos impõem como essenciais. Os valores comerciais que cercam o Natal devem ser absolutamente secundários.
Meus parabéns à Stela, que sempre arruma e prepara nossa casa para o Natal, com seu espírito verdadeiramente Cristão e muito bom gosto. Basta conferir a sequência das fotos acima e abaixo. Uma casa bonita e sempre aberta para os parentes e amigos.
Aos leitores do ZecaBlog, nossos votos de Feliz Natal. Depois falaremos sobre o Ano Novo.



Feliz Natal
José Carlos Camapum Barroso
 
Batem-se os sinos...
Acendem-se velas...
O espírito natalino
Novamente revela
A vinda de Jesus.

 A humanidade se curva
Diante dessa luz.

Pede perdão,
Agradece a Deus
As graças concedidas.

 “Tu que nos destes em vida,
A vida do filho Teu,
Nos permita a vida eterna.

Em louvor à Virgem Maria
Retira-nos das trevas,
Nos conceda um novo dia.”


 
 

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Stevie Wonder dá colher de chá em calçada de Brasília


Brasília também tem seu dia de Nova Orleans. Dia em que você sai na calçada de uma comercial e dá de cara com Stevie Wonder tocando gaita. O difícil é ter essa sorte. Eu não tive, mas fiquei feliz por isso ter acontecido e com uma inveja salutar de quem viveu esse momento. Foi na comercial da quadra 205 Sul, pertinho de onde nós moramos por vários anos. Inclusive, frequentávamos com assiduidade a confeitaria suíça Pralinê, de onde o fenômeno da música americana saía quando resolveu dar uma canja.
Estava na calçada, tocando seu saxofone, o músico brasiliense João Filho, da Meia Boca Band, quando Stevie Wonder ouviu o som do instrumento. Pediu para sua equipe que trouxesse sua gaita. Juntou-se ao músico brasileiro e interpretaram um pouco de Wave, de Tom Jobim, e Garota de Ipanema, de Tom e Vinícius de Moraes. Depois de tudo isso, Stevie Wonder ainda deu ao músico brasileiro 200 dólares. João disse que o abraço (foto acima) que recebeu do artista internacional valeu muito mais que o dinheiro.
Foi um fim de tarde de domingo muito especial para o saxofonista, mas também pra todos que passavam por ali naquele momento e tiveram essa chance de ouro. João Filho contou que um amigo havia ligado pra ele, pela manhã, pra ironizá-lo porque não tinha ido ao show, na noite anterior. Ele ligou de volta à tarde pra avisar que havia tocado com Stevie Wonder.
Aquela entrequadra – 205/206 – tem alguma coisa de mágico. No dia 15 de janeiro de 1985, aconteceu algo semelhante. Ainda morávamos na quadra 206 Sul, éramos vizinhos de bloco do então senador Tancredo Neves. Bem cedinho, antes da eleição indireta no colégio eleitoral, quando Tancredo se tornaria presidente da República, derrotando Paulo Maluf, ouvi o som de dobrados. Era a bandinha de música de São João Del Rey fazendo uma alvorada para o candidato do PMDB. Desci, com o Ramiro no braço – ele tinha dois anos de idade – e presenciei um dos mais belos espetáculos da minha vida. Emocionante, sob todos os aspectos.
Se tivesse assistido também esse episódio inusitado do músico Stevie Wonder, tocando na calçada da Pralinê, confesso que passaria a acreditar que um raio cai, sim, duas vezes sobre uma mesma cabeça. Seria um prêmio correspondente a uma Megassena acumulada.






sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Mandela, como previsto, morreu, mas não deixou de existir


A humanidade está triste, mais pobre. Assustada, mesmo. Embora fosse previsível e esperada a morte de Nelson Mandela, o Madiba, o Pimpinela Negro, porque seu estado de saúde era precário desde junho deste ano, quando foi internado vítima de infecção pulmonar. Morreu, ontem, aos 95 anos de idade, dos quais 27 anos foram passados na cadeia, vítima do ódio do Apartheid, o sistema que combatia.
O mundo parou ao ser anunciada a morte de Madiba. Parou para reverenciá-lo porque sabe o valor da sua luta para a humanidade. E não apenas pelo valor do seu espírito combativo, mas também, e principalmente, pela grandeza ao conciliar a nação sul-africana, quando tinha todo o direito e poder suficientes para julgar e condenar seus adversários, inimigos, todos aqueles responsáveis por um dos regimes mais cruéis da história do continente africano.


Quando escrevi sobre Mandela aqui no blog, no dia 27 de junho, ele agonizava entre a vida e a morte. Tive a ousadia de dizer que poderiam desligar seus aparelhos, porque Madiba não morreria, jamais. Isso porque, na minha modesta opinião – e vou continuar a repeti-la sempre que preciso –, Mandela é mais do que um ser que nasce, cresce e morre. Mais do que a África do Sul, muito mais do que um continente dividido pela segregação racial, implodido pelo sangue de Sharpeville e reconquistado pela sua extraordinária capacidade de liderança, depois de passar 27 anos de absoluta humilhação na cadeia.
Com a memória de Mandela preservada, irretocável pelo valor dos seus atos, palavras e pensamentos, a humanidade tem a garantia de que ele continuará vivo. Daqui a cem anos, seu nome será lembrado, reverenciado como se ainda estivesse vivo, pela força de seus exemplos. Enquanto isso, seus detratores, seus carrascos, muitos deles já estão mortos, mesmo ainda vivos.
Mandela é o exemplo de que o sonho não acabou, nem acabará. É a confirmação de que o “fim da história” é apenas jogo de palavra. De que a humildade é uma das ferramentas mais eficazes na luta pelo bem comum. Desde Jesus Cristo, a humanidade tem alguns exemplos de Conquistas alcançadas graças a essa ferramenta tão rara, pouco disponível no coração dos homens. Mandela entra para essa galeria de nomes a serem preservados pela própria razão da sua existência.


E vamos em frente, com a esperança de que outros exemplos virão, na trilha deixada por esse homem simples, porém grandioso; criado na pequena aldeia de Qunu, onde será sepultado, mas de uma dimensão universal; humilhado durante décadas, mas que teve a grandeza de perdoar seus algozes pela razão de um bem maior.
As pedras quebradas por Mandela, durante 27 anos de prisão, hoje são alicerce desse sonho imenso, profundo e eterno. Ele soube juntá-las, organizá-las, de forma precisa e pacientemente. Sonho eterno, como Mandela, Madiba ou Pimpinela Negro.
Um dos maiores prazeres desse gênio da humanidade era ver o por do sol sul-africano ao som de Handel e Tchaikovscky. Então, façamos o seu desejo, certos de que ouviremos essas duas obras primas como se um novo sol estivesse nascendo no horizonte.
Viva Mandela, sempre vivo!





quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Publicitário nem lembra que hoje é Dia Mundial da Propaganda


Publicitário só não é mais desligado do que músico. Liguei para a amiga Ana Santiago, queria dar os parabéns pelo Dia Mundial da Propaganda e do Publicitário, que se comemora hoje. Ela fez a pergunta óbvia: “parabéns por que, Zé?”. Nem lembrava. Nove em cada dez publicitário não deve nem saber que o dia de hoje também é dedicado a eles. São tão especiais que as comemorações por essa profissão acontecem duas vezes no ano: 1º de fevereiro e 4 de dezembro.
Provavelmente nem se lembram dessas coisas porque a cabeça deles anda num outro mundo: o da criatividade. Um universo que, para ser frequentado e vivido, exige sensibilidade, bom senso, autocrítica, bom gosto, cultura, em suma, uma inteligência refinada. Aprecio muito meus amigos publicitários. É tudo gente boa.
Tenho verdadeira paixão pelo poder de síntese. Aprendi a desenvolver, um pouco, essa habilidade no período em que fui editor de primeira página do Jornal de Brasília. O publicitário é necessariamente rico nesse quesito. Ou desenvolve essa qualidade ou não conseguirá dizer tudo que precisa ser dito em poucos segundos, poucas palavras, em um gesto ou apenas uma imagem.


A profissão passou a ser reconhecida a partir de junho de 1965, com a promulgação da Lei 4.680. Já existiam os cursos de Comunicação com especialização em Publicidade. A Lei veio apenas regulamentá-los. Desde então, passaram a propiciar formação mais ampla nas áreas de ciências humanas – psicologia, sociologia e antropologia –, com reforço em redação publicitária, linguagem publicitária e criação.
A questão da ética também é fundamental, nessa e em qualquer outra profissão. É só dar uma olhadinha na história pra ver os riscos que corremos com publicidades enganosas. São conhecidos os exemplos de que uma mentira dita muitas vezes pode virar verdade; nem que seja por pouco tempo, mas será suficiente para provocar estragos.
Salve a propaganda de bom-gosto, criativa e inteligente. Um grande abraço para os amigos publicitários e um beijo grande para as amigas publicitárias. E até 1º de fevereiro.



segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Dia Nacional do Samba sai do eixo Rio-Bahia


 Ari Barroso, mineiro e genial compositor de Aquarela do Brasil, foi conhecer a Bahia somente depois de ter feito o samba Na Baixa do Sapateiro. O dia? Era 2 de dezembro do ano de 1940. E, por isso mesmo, essa data acabaria se tornando o dia nacional para as comemorações do samba. Era comum essa comemoração ficar restrita a Salvador e Rio de Janeiro. Hoje, não. Ela se espalha pelo Brasil inteiro, assim como a paixão pelo samba.
O samba cresceu e se desenvolveu até mesmo em São Paulo, onde poucos acreditavam que isso viria a acontecer. Vinícius de Morais chegou a dizer que São Paulo era o túmulo do samba. O poetinha dessa vez errou – e feio. Graças à população negra do Largo da Banana, na Barra Funda, o samba começou a fincar suas raízes, que frutificariam na Escola de Samba Camisa Verde e Branco. Das comunidades do Bixiga, os cordões carnavalescos fariam nascer a escola Vai-Vai. Isso tudo entremeado pelo talento de compositores como Paulo Vanzolini e Adoniran Barbosa (sobre os dois, já escrevi aqui).
Belo Horizonte botou pra quebrar neste fim de semana, durante as comemorações do Dia Nacional do Samba, antecipadas para o domingo. É a segunda vez que a capital mineira entra no circuito das comemorações dessa data. E quem comandou a festa foi a mineira Aline Calixto, com seu bonito samba Flor Morena, apoiada pela participação da Escola de Samba da Portela. A cantora disse que Belo Horizonte está provando que mineiro também tem samba no pé e cultiva essa tradição.
Tradição, aliás, que já está semeada pelo Brasil afora. Em Goiânia, capital de Goiás, Os Amigos do Samba, nas décadas de 1970 e 1980, constituíram um grupo respeitado em todo o Centro-Oeste. Em Brasília, graças à iniciativa da cantora Cris Pereira (foto abaixo) e do cantor Sérgio Magalhães, está ganhando corpo e tradição o evento chamado Plataforma do Samba, na plataforma da rodoviária do Plano Piloto, sempre a partir das 15h00. Grupos de samba e de pagode, na verdade, revezam-se pelo Norte, Nordeste e até pelos estados do sul do Brasil.


O Dia do Samba está se tornando, realmente, Nacional. Talvez, esteja faltando só um pouquinho mais de apoio e incentivo das autoridades públicas. Quem sabe, num futuro bem próximo, o Ministério da Cultura não crie um projeto capaz de semear ainda mais essa semente, que começou no Rio e na Bahia?
Eu deixo a minha contribuição com a paródia abaixo. Em seguida, os vídeos trazendo a mineira Aline Calixto, cantando sua Flor Morena; o baiano Dorival Caymmi, cantando Baixa do Sapateiro, do mineiro Ari Barroso; e o carioca Chico Buarque, cantando o samba Quando Eu For Eu Vou Sem Pena, do paulista Paulo Vanzolini.
Leia mais sobre o samba aqui.

Paródia do Samba
José Carlos Camapum Barroso

Quem não gosta de samba
Bom sujeito não é
É ruim da cabeça
Ou tem bicho-de-pé

Tem um nó na cintura
Ferradura no pé
Vive de armadura
Pra proteger a mulher

Não nasceu com o samba
Ou então não nasceu
E na batida do samba
Escorregou e morreu

Dia 2 de dezembro
Do samba é o dia
E do Rio à Bahia
Há um Belo Horizonte

Ainda tem um São Paulo
Com o samba-faceiro
E o samba-marcado
De um Brasil brasileiro
Quem nasceu com o samba
Bom sujeito é que é
Tem cabeça de bamba
E feitiço no pé

Tem cabeça de bamba
E feitiço no pé...





domingo, 1 de dezembro de 2013

Canção de Bob Dylan, Like a Rolling Stones, vira clip interativo

Like a Rolling Stones, a belíssima canção de Bob Dylan, continua a produzir frutos. Desta vez, tornou-se tema de um vídeo-clip interativo, que pode durar uma hora e quinze minutos, ou apenas cinco minutos, dependendo da opção que se faça. São 16 canais de TV, em que, ao mesmo tempo, atores desenvolvem diferentes atividades e cantam a música do Bob em perfeita sintonia. Se a pessoa ouvir e assistir cada canal de uma vez, percorrerá o tempo total. Para o tempo mínimo, basta uma vez, trocando à vontade os canais.
O clip foi criado pelo israelense Vania Heymann (foto), de apenas 27 anos de idade. Em uma entrevista à revista Rolling Stones, ele disse que “na vida real, a mudança de canais é uma ação passiva. Você está sentado na sua casa, sem fazer nada. Nós quisemos torná-la ativa, reeditando a própria música para fazer uma nova versão.”
Heimann utiliza desenhos animados, comerciais, programas de auditórios, esportes, jornalismo e outras atividades, com atores e até personalidades conhecidas, como o comediante Marc Maron, o rapper Danny Brown, os apresentadores de Pawn Stars e Drew Carey.
Já escrevi sobre esse gênio da música americana (para ler ou reler, clique aqui). Bob Dylan está nas nossas mentes e corações. Por tudo isso, não poderia deixar de compartilhar com as amigas e amigos, que frequentam este espaço, uma novidade tão interessante e tão criativa. Curtam essa maravilha, clicando no link abaixo. E um bom final de domingo para todos.
Clip Like a Rolling Stones.