quinta-feira, 21 de novembro de 2019
Antônio Nóbrega mostra seu talento em show em Brasília
quarta-feira, 20 de novembro de 2019
Consciência Negra: Black is Beatiful, my brother
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| Zumbi do Palmares por Antonio Parreiras |
Quem é branco tem dificuldade pra falar de racismo. Principalmente
para sentir, dimensionar e avaliar todas as consequências desse fenômeno sobre
as pessoas que foram, ou ainda são, vítimas de discriminações, preconceitos e
injustiças raciais.
É preciso refletir um pouco sobre isso, não apenas porque
no dia 18 de novembro se comemora o Dia Nacional do Combate ao Racismo, e no
dia de hoje (20/11), presta-se homenagem à Consciência Negra, mas, acima de
tudo porque temos compromissos, responsabilidades e deveres para com a
sociedade. Querendo ou não, estamos construindo, ou pelo menos ajudando a
construir, diariamente, um mundo que seja melhor e mais justo.
Se alguma evolução houve – acreditamos que sim – nos
relacionamentos diversos entre negros, brancos e mestiços na sociedade
brasileira, os créditos devem ser dados aos que historicamente foram e ainda
são, de alguma forma, vítimas da discriminação. Foram eles, por meio da
altivez, da compostura e do amor-próprio que nos forçaram e nos impuseram uma
sociedade onde os direitos e os deveres devam ser iguais para todos, ou pelo
menos reconhecidos como tais.
E esse processo tornou-se cada vez mais efetivo pelas manifestações culturais e
artísticas do povo brasileiro. O negro veio gradativamente se impondo e se
apresentando com todo seu potencial – não apenas artísticos, mas também, e
principalmente, intelectual – por meio da música, do teatro, do cinema, da
dança, da literatura e de tantas outras manifestações desse Brasil tão rico
culturalmente.
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| Cartaz de Latuff que foi quebrado pelo deputado-coronel Tadeu |
Concordo plenamente com a música de
Marcos e Paulo Sérgio Vale: Black is Beautiful, que coloco abaixo
na interpretação magistral de nossa saudosa Elis Regina. Várias manifestações
contra o racismo foram postadas hoje em blogs, no Facebook, Orkut, Twitter e
tantas outras redes sociais. O ZecaBlog não poderia
deixar passar em branco, nem em negro, muito menos em cinzas, um dia tão
significativo como esse para cidadãos que se pretendem justos, íntegros e
modernos.
Do outro lado da moeda, o deputado coronel Tadeu (PSL) quebrou um quadro em
exposição na Câmara com o desenho de um jovem negro assassinado e um policial
com uma arma na mão. A obra é do artista plástico Latuff, que reagiu: “se fazem
isso contra um cartaz, imagine contra gente de pele negra”. Ou seja, os
arrogantes, autoritários e prepotentes racistas ainda estão soltos por aí.
PS – Meu abraço afetuoso e fraternal às amigas e amigos negros, brancos,
pardos, morenos, mestiços, de qualquer outro matiz, ou matriz, que se queira
qualificá-los. Homenageio a todos resgatando a memória do amigo Hamilton de
Almeida, sobre quem já escrevi aqui neste blog. Um negro de coração negro até na
alma. Sinceramente? Acho que sou um branco de alma negra. E tenho muito
orgulho disso.
sexta-feira, 8 de novembro de 2019
5º PPM é sucesso e já tem roteiro para o ano que vem
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| Roberto Menescal, Gisèle Santoro, Genildo Fonseca e Ronaldo Bastos |
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| O produtor Gustavo Vasconcellos e ao fundo imagem de Cláudio Santoro |
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| O vocal Gente de Casa apresentou canções de Ronaldo Bastos |
quarta-feira, 6 de novembro de 2019
O mundo do rádio é maior que nossas lembranças
Boa parte das minhas recordações de infância tem alguma coisa vinculada ao rádio. Lembro que certo dia estava sentado numa cadeira, ao lado da mesinha do rádio, cumprindo meu ritual, quando entra o amigo de infância Zé Renato Pereira (de saudosa memória), dizendo: “seu avô morreu, tá sabendo que seu avô morreu!”.
Tinha morrido, mesmo. E o corpo de seu Antônio Camapum, mais conhecido por seu Toinho, já estava chegando a Uruaçu, vindo de Goiânia, depois de uma temporada tentando debelar um câncer na capital do Estado. Lembro um pouco do velório, as pessoas chorando muito e eu assustado com tudo aquilo. Depois, durante alguns dias, o rádio ficou coberto com um pano preto. E eu sem entender o que estava acontecendo. Além de perder meu avô, ainda não podia ouvir rádio? Explicaram-me que era preciso guardar luto.
Adorava ir para casa do tio e padrinho Batista
Coelho Barroso (foto ao lado), radioamadorista licenciado, que tornava as comunicações mais
eficazes naqueles anos das décadas de 1950 e 1960, na pequena Uruaçu, encravada
no coração do Brasil e do mundo - quiçá, do universo. Ele transmitia em PRK, um
número tal, que já não me lembro, e com a deixa de Brasil-Guatemala-França.
Sempre que falo do rádio, ou do radioamadorismo, lembro-me dele, que já nos
deixou e foi surfar, com toda sua bondade e talento, em outras ondas desse
imenso universo. Vale lembrar que o Radialista também é homenageado no dia 21 de setembro, data em que foi criado o salário base para esses profissionais, em 1943, durante o governo de Getúlio Vargas. No dia 25 de setembro é celebrado o Dia do Rádio, em homenagem a Edgard Roquette-Pinto, que nasceu nessa data no ano de 1884. Em 1923, ele criou a Rádio Sociedade do Rio de Janeiro, a primeira emissora do Brasil.











