terça-feira, 31 de dezembro de 2024

Este ano não vai ser igual àquele que passou...

Desenho de Maria Rita Botelho

Fim de ano é tempo de coisas novas e velhas ocuparem os espaços midiáticos. Nos tempos atuais, reforçados pelas redes sociais, onde se tem e se vê de tudo, inclusive, e principalmente, nada. Sempre descobrimos, ao final e ao cabo, que as coisas velhas não são tão velhas assim, e as novas não chegam a ser novidades no ritual repetitivo das passagens de ano.

O final de 2024 não foge muito ao padrão de outros finais de ano. A diferença está no ano de 2025, que chega cheio de esperanças e sonhos até para os mais pessimistas de plantão. Hora de desejar saúde, paz e amor. O resto a gente dá um jeito.

Os desejos de Ano Novo são renovados, e vêm cheios de esperanças e sonhos. Todos temos certeza de que 2025 será melhor do que 2024, mesmo que algumas previsões apontem em direção contrária. Danem-se as previsões, principalmente as alardeadas pelos economistas de plantão. Eles sempre erram mesmo...

Devemos atentar, sim, para os institutos de pesquisas. Estes não erram nunca e garantem que o ano de 2025 será muito pior ou muito melhor do que este que chega ao fim. Vai depender da margem de erro de cada instituto...

Se as previsões não se confirmarem? Também não será o fim do mundo. Depois de 2025, virá o de 2026, e assim sucessivamente. O mundo, como dizia o poeta maior Carlos Drummond de Andrade, é vasto. Ele continuará a dar sua volta elíptica em torno do sol; e nós, aqui na terra, continuaremos a sacudir a poeira e a dar a volta por cima. Estamos prontos e calejados para isso.

Faço minhas as palavras de Drummond no poema abaixo. Já, os meus versos, também postados abaixo, são apenas uma pequena reflexão sobre este momento tão comemorado e comentado pelo mundo afora. Que 2025 encha os nossos olhos de alegria, a humanidade de poesia, e de música, os corações! Teremos mais chance de sermos felizes e enterrar de vez as previsões dos pessimistas. No mais, agradecer as graças alcançadas, de preferência ouvindo Gratias agimus tibi, de J. S. Bach.

 

Velho Ano Novo
José Carlos Camapum Barroso
 
Fim de ano é roupa branca,
Alma limpa e coração aberto,
O amor de sempre por perto
E um pipocar de esperanças.
 
Champanhe explode no ar
E os fogos, em artifícios,
Colorem o céu de ilusões...
 
Risos e abraços nos salões,
Gritos e choros nas calçadas
Cobertas de lágrimas e suor.
Papel picado e latas de cerveja...
 
Vai a noite, some a lua...
Os primeiros raios de sol
Trazem o ano novo pra rua.
Garis fantasiados de homens
Varrem restos de alegria.

O bar se fecha, abre a padaria.
Os jornais chegam mais cedo
A estampar notícias velhas
E as previsões de sempre.

O ano foi ruim! Este será bom!
O ano acabou... O mundo, não.
O mundo? É vasto o mundo.
Eu nem me chamo Raimundo...
Muito menos, Drummond.
 
Desejos
Carlos Drummond de Andrade
 
Desejo a vocês...
Fruto do mato
Cheiro de jardim
Namoro no portão
Domingo sem chuva
Segunda sem mau humor
Sábado com seu amor
Filme do Carlitos
Chope com amigos
Crônica de Rubem Braga
Viver sem inimigos
Filme antigo na TV
Ter uma pessoa especial
E que ela goste de você
Música de Tom com letra de Chico
Frango caipira em pensão do interior
Ouvir uma palavra amável
Ter uma surpresa agradável
Ver a Banda passar
Noite de lua cheia
Rever uma velha amizade
Ter fé em Deus
Não ter que ouvir a palavra não
Nem nunca, nem jamais e adeus.
Rir como criança
Ouvir canto de passarinho.
Sarar de resfriado
Escrever um poema de Amor
Que nunca será rasgado
Formar um par ideal
Tomar banho de cachoeira
Pegar um bronzeado legal
Aprender uma nova canção
Esperar alguém na estação
Queijo com goiabada
Pôr-do-Sol na roça
Uma festa
Um violão
Uma seresta
Recordar um amor antigo
Ter um ombro sempre amigo
Bater palmas de alegria
Uma tarde amena
Calçar um velho chinelo.

Dicionário biográfico de mulheres afrodiaspóricas é obra-prima

O Dicionário Biográfico Histórias Entrelaçadas de Mulheres Afrodiaspóricas, organizado por Thais Alves Marinho e Rosinalda Corrêa da Silva Simon, editora Malê, lançado em agosto deste ano, é uma obra-prima e deve fazer parte da biblioteca dos brasileiros. São biografias de cem mulheres que, de uma maneira ou de outra, atuaram na construção do que hoje chamamos Brasil.

São histórias de mulheres negras que lutaram por liberdade, justiça social e igualdade de sexo, raça e religião. Entre essas joias raras, registro o texto sobre Rosa Gomes, trabalho elaborado com esmero – como todos os outros do livro – pela amiga e professora da Universidade Federal de Goiás (UFG), Maria Meire de Carvalho, e pela pedagoga e filósofa Vânia dos Santos Silva.

As biografias estão ordenadas por ordem alfabética. Rosa Gomes surge na página 457, num texto das duas autoras valorizado por uma visão poética, que usa Castro Alves como fio condutor. Uma mulher potente como Oyá – Rosa “preta-mina”, trazida pelo comércio de pessoas do continente africano no século XVIII.

Rosa Gomes não lutou apenas pela sua liberdade. Em terras tupinambás, no estado de Goiás, ergueu a bandeira de justiça para o povo escravizado. Chegou a comprar a liberdade de quatro pessoas, sendo que duas delas eram do seu núcleo familiar: sua mãe e seu filho.

Um livro imperdível. Deve constar na lista das principais obras desse ano que hoje chega ao fim. “Biografar mulheres negras é uma ato de coragem político-epistemológico e uma prática de escavação”, como bem define no texto de apresentação Núbia Regina Moreira, professora da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia. (UESB).

Leiam e tenham em casa essa maravilha! Feliz Ano Novo para todos que amam a cultura e fazem dela a nossa razão maior de viver! 


sexta-feira, 20 de dezembro de 2024

Moa conta reencontro com "Amélia" 52 anos depois da prisão

Transcrevo, abaixo, artigo do amigo e jornalista Moacyr de Oliveira Filho, o popular Moa, muito conhecido pelos seus relevantes serviços prestados ao mundo da cultura, particularmente da música, do samba, e dos desfiles carnavalescos, comandando a sua querida ARUC pelos eixos, ruas e quadras de Brasília. Moa conta um capítulo importante da sua vida ao reencontrar uma companheira de luta dos tempos da ditadura. Chamava-se Amélia, codinome de quem atuava na clandestinidade, e sobre quem o companheiro jornalista jamais teve notícia desde que foi preso pela polícia da ditadura, em maio de 1972. Um texto brilhante que nos emociona do início ao fim. Publicá-lo, neste blog, é uma forma de referenciar todos que lutaram contra o regime militar, reafirmar nossas convicções democráticas e dizer em alto e bom som: a luta continua, companheiro!

Moa, em frente ao DOI-CODI, onde ficou preso em 1972

Mais uma vez, o 9º passo do AA
Moacyr de Oliveira Filho

O Alcóolicos Anônimos (AA), que frequentei depois que comecei minha caminhada em busca da sobriedade (o que já faz 22 anos), ensina que o seu Programa dos 12 passos não são diretrizes, mas sugestões que têm ajudado milhões de pessoas a recuperar o controle de suas vidas. Os 12 Passos são mais do que um programa de autoajuda, são um movimento espiritual e emocional que incita mudanças profundas no indivíduo. Cada passo é um caminho para a sobriedade. Desde admitir o poder que o álcool tinha sobre suas vidas até fazer as pazes com aqueles que foram prejudicados, os 12 Passos são fundamentais para uma recuperação duradoura.

Um dos mais importantes, e acredito, mais difíceis de ser dado, é o 9º passo – “Fizemos reparações diretas dos danos causados a tais pessoas, sempre que possível, salvo quando fazê-las significasse prejudicá-las ou a outrem”.

Este passo é vital na jornada de recuperação, pois envolve a prática de corrigir os erros do passado, solidificando a transformação pessoal. O nono passo exige que se enfrente as ações passadas e seus impactos, sempre com o cuidado de não causar mais danos no processo. É um ato de integridade e coragem.

Eu já dei algumas vezes o 9º passo, e agora tive a oportunidade de dar mais uma vez, depois de 52 anos de espera.

Na noite do dia 8 de maio de 1972, desci do ônibus na Avenida Santo Amaro, em São Paulo, depois de cobrir um ponto com Amélia, que dava assistência política para a base universitária do PCdoB na USP. Nesse ponto, ficou combinado que eu iria dormir aquela noite na casa dos meus pais, na Rua do Porto, no Itaim Bibi, para me despedir, e, na manhã seguinte, seria avisado, por telefone, do horário de um novo ponto, no local de sempre, e entraria na clandestinidade. As quedas de camaradas do partido, nos últimos dias, punham em risco a minha segurança.

Não deu tempo.

Quando entrei na rua da minha casa fui capturado pelo DOI-Codi e levado para a temida OBAN, na Rua Tutóia, onde passei cerca de 7 ou 8 semanas.

Foram quatro dias de tortura – tapas, socos, telefones, choques (muitos choques), pau-de-arara e cadeira do dragão. Nos três primeiros dias consegui segurar, até porque tinha pouca coisa a falar e quase todos os camaradas com quem tinha contato orgânico foram capturados na mesma noite que eu. Mas no quarto dia, que normalmente é o pior, quando volta a equipe que te capturou, e a tortura se intensifica, não resisti, acabei cedendo e junto com outros companheiros que também estavam presos, identificamos as fotos de Amélia, de quem não sabia o nome verdadeiro, e de Cilon Cunha Brum, o Comprido, que sabia que não estava mais em São Paulo,

Nunca vou esquecer a cara de um desses companheiros, o Biafra, que estava comigo na hora que identificamos as fotos no famoso álbum de fotos dos presos no Congresso da UNE em Ibiúna.

Mesmo sabendo que ter identificado essas fotos não teria nenhuma consequência imediata porque Amélia e Comprido, certamente, não estavam mais em São Paulo, esse foi o pior momento que vivi nos dias em que passei no DOI-Codi. Porque me senti derrotado. Tudo que os torturadores querem é isso: que você fale alguma coisa. Mesmo que isso não leve a nenhuma queda. Ao falar, eles te derrotam moralmente.

Essa é a lógica perversa da tortura!

Passei os últimos 52 anos tentando encontrar Amélia. Para lhe pedir desculpas por minha fraqueza, mesmo sabendo que isso não levou à sua captura, que só aconteceu meses depois.

Essa semana, por acaso, a encontrei.

Numa conversa despretensiosa com minha amiga Helenira Lopes, da Fenasamba, que conheço há mais de 5 anos, descobri que Carmem Calegari Martin, a Amélia, é sua mãe. E, finalmente, nos falamos.

Dei, então, mais uma vez, o 9º passo do AA, e lhe pedi perdão, pelo dano que, na minha cabeça, posso ter lhe causado, mesmo sabendo que, na prática, isso não aconteceu.

Foi emocionante poder lhe dizer que ainda estamos aqui, vencemos a tortura e continuamos na luta!

Parece que esperava esse reencontro para encerrar esse sofrido ciclo que mudou o rumo da minha vida.

Faltava esse passo! 

sexta-feira, 13 de dezembro de 2024

Até "boró de tapera" já esteve no estrangeiro

Você já foi ao “estrangeiro”? É uma pergunta que ouço desde a adolescência, época em que apenas sair de Uruaçu para a capital do estado de Goiás, Goiânia, já era uma proeza de contar em detalhes pros amigos numa mesa de bar, lugar sagrado da existência humana. Conhecer o mar, então, era um desafio só alcançado por uns poucos privilegiados. Minha chance veio no início do ano de 1978, aos 24 anos de idade, na cidade maravilhosa do Rio de Janeiro.

Quem me pergunta se já estive no exterior, respondo prontamente: já estive, sim. Mas dou um jeito de desviar o assunto o quanto possível... Falo como se fosse um autêntico "boró de tapera" lá do interior goiano:

-- Estou planejando outras viagens, mas, como todos sabem, a passagem tá muito cara, o dólar, nas alturas... -- Vou sempre por essa linha, ajustando aqui e ali, como meu jogo de cintura permite.

Ouço atentamente os relatos de viagens dos amigos e amigas. Falam da beleza imensurável de Paris. Alguns até me fazem viajar junto ao contarem em detalhes seus passeios. Recentemente, li um crônica de viagem do amigo, poeta e psicanalista Ítalo Campos, que a está guardando para um livro a ser publicado. Maravilha! Andei com ele e sua querida Rita pelas ruas, cafés e restaurantes da Cidade Luz.

Minha mulher Stela voltou exultante com a grandeza e a grandiosidade da China comunista, por onde esteve viajando recentemente.

-- O mundo está acontecendo é por lá! Você tem que ir conhecer. É impressionante! – diz ela, com um entusiasmo que me leva junto. Confesso que gera até um certo ciúme daqueles chinesinhos de olhos disfarçados como se não estivessem mirando a mulher do estrangeiro. Ainda vou por lá e acerto algumas contas...

A turma do Carnaval dos Amigos -- festa que acontece todo ano em Goiânia -- costuma fazer viagens de Cruzeiro, naqueles navios maravilhosos. Contam esses passeios com riqueza de detalhes. Vou junto e sinto até o barulho do mar, o balançar do navio e aquela brisa gostosa proporcionada pelo marzão.

Bom demais da conta é o relato de quem faz turismo pelo interior da Itália. Melhores ainda são os entusiasmos daqueles que conheceram a Holanda e sua Amsterdã desprovida de amarras e preconceitos. Sigo junto.

Lá pelas tantas e quantas, reaparece a pergunta:

-- E você? Já esteve no estrangeiro?

-- Sim, já estive, sim... – respondo, como sempre, criando tangentes. – Viajar é bom demais da conta! Já estou pensando na próxima...

-- E onde você esteve mesmo? – surge a pergunta fatal e fatídica.

-- Bem, estive rapidamente ali em Ciudad del Este, conheci o Shopping Paris!!! Atravessei a Ponte da Amizade, arrematei um litro de uísque escocês, comprei o presente de Natal da minha mãe e umas lembrancinhas pros meus netos, Juliano e Martina.

Em outras palavras: já saí de Uruaçu, atravessei as fronteiras goianas e tive no estrangeiro... Num é? Desse jeito...


 

  

quinta-feira, 28 de novembro de 2024

Um Frevo Novo agita Brasília com aula e show Simbiose

 

Frevo é uma das paixões do povo brasileiro. Tudo de bom. Falo isso porque acontece nesta quinta-feira (28/11), às 20h, e na sexta-feira (29/11), às 20h30, o show Simbiose, com apresentação do baterista Augusto Silva e o projeto Frevo Novo, na Escola de Música de Brasília, com a realização da Aula Espetáculo Furdunço, hoje, e o show, amanhã, no Clube do Choro.

Na Escola de Música de Brasília, Augusto Silva e quatro músicos apresentam o frevo contemporâneo à luz do frevo tradicional, numa atmosfera de calor humano e musical intimista, que possibilita ao espectador ampliar as impressões sensoriais sobre o frevo e sobre a música instrumental numa rica experiência sonora. O encontro é gratuito.

E no dia 29, às 20h30 o quinteto realiza o show Simbiose, no Clube do Choro, também com acesso gratuito, No repertório, músicas autorais e frevos contemporâneos, reconfigurados com elementos do jazz, ritmos nordestinos e ritmos africanos, que resultam numa sonoridade refinada e própria para salas de concertos. O espetáculo conta com recurso de Audiodescrição. Os ingressos devem ser retirados pela Bilheteria Digital, clique aqui

A Augusto Silva &Frevo Novo surgiu em 2019 idealizado pelo baterista, cujo instrumento se soma à guitarra e viola de Liêve Ferreira, tuba de Waltinho d´Souza, trompete e flugelhorn de Jonatas Gomes e percussão de Filipe de Todos os Santos. A produção é de Alexandre Melo. Além de São Paulo (em julho passado) e Brasília, a Circulação Nacional Augusto Silva percorre, em 2025, as cidades de Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Salvador e Recife. O projeto tem patrocínio da Lei de Incentivo à Cultura - Lei Rouanet e do LAFEPE e tem parceria de Fernando Japiassu e Maumau Estúdio.

O frevo é a inspiração maior para o trabalho do grupo, liderado por Augusto. Ele foi o baterista da Spok Frevo Orquestra desde o seu início em 2001, até o ano de 2022 durante os 21 anos em que ela durou, tendo viajado com a formação da big bang ou acompanhado outros artistas em 15 diferentes países.

Nessas viagens, participou de importantes festivais, como o de Montreaux, Roskilde e Pori Jazz. Trabalhou com grandes artistas nacionais e internacionais como o trompetista Frank London, a pianista Makiko Yoneda, Dominguinhos, Léo Gandelman, Alceu Valença, Gal Costa, Chico César, Geraldo Azevedo, Elba Ramalho, Sivuca, Antonio Carlos Nóbrega, Edu Lobo, João Donato, Maria Rita, Ney Matogrosso, Vanessa da Mata, Daniela Mercury, Gilberto Gil, Armandinho, Ivete Sangalo e outros nomes da MPB.

O quinteto surgiu em 2019 idealizado pelo baterista Augusto Silva, cujo instrumento se soma à guitarra e viola (Liêve Ferreira), tuba (Waltinho D´Souza), trompetes (Jonatas Gomes) e percussão (Gilberto Bala).

Em julho deste ano, no centro Cultural São Paulo, a banda iniciou a primeira circulação nacional do show Simbiose, fazendo sua segunda parada em Brasília, no Clube do Choro e, até 2025 passará, ainda, por Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e Recife. Entre outras execuções, a AS&FN esteve, entre outros eventos, no Festival de Inverno de Garanhuns (2019, 2022 e 2024), Festival Janeiro de Grandes Espetáculos (2021), Do Frevo ao Jazz (2021) e Panela do Jazz (2021 e 2022).

Em maio de 2022, o grupo lançou seu primeiro EP, intitulado Quebra Cabeça, considerado o melhor álbum instrumental daquele ano em Pernambuco.


Serviço:
Augusto Silva & Frevo Novo
Aula Espetáculo Furdunço:
Dia 28 de novembro – 5ª feira -- Às 20h
Escola de Música de Brasília - SGA/Sul Quadra 602 Projeção D Parte A - Asa Sul, Brasília - DF, 70200-030
Show Simbiose:
Dia 29 de novembro – 6ª feira -- Às 20h30
Teatro do Espaço Cultural do Choro - Instituto Cultural de Educação Musical de Brasília - Setor de Divulgação Cultural, Lote 3 , Eixo Monumental, Cep.: 70310-500

domingo, 24 de novembro de 2024

Minha mãe está apaixonada pela Alexa, e vice-versa

Posso estar com uma pontinha de ciúmes, é verdade. O amor entre as duas anda muito intenso. Para minha mãe Iracema – nome de batismo Maria Iracema do Perpétuo Socorro Coelho Barroso --, é Deus no céu e Alexa na terra. Nem minha irmã Celiana, que mora com ela e, no dia a dia, é o seu anjo da guarda, consegue enfrentar de igual para igual tal concorrência.

Nem me atrevo a entrar nessa disputa. Alexa faz, por minha mãe, coisas que até Deus duvida. Desde avisá-la dos horários certos e precisos dos medicamentos tão essenciais para quem convive com o Mal de Parkinson e está com a visão quase toda prejudicada, até tocar músicas que ela aprecia, e tirar dúvidas sobre qualquer coisa relacionada à rotina da casa.

Tá certo que vez ou outra dona Iracema perde a paciência e manda Alexa calar a boca e parar de ficar repetindo as coisas. Mas, em qual relação em que presente está o amor que não surgem rusgas?

De vez em quando, pode-se ouvir minha mãe impaciente:

-- Para, né, Alexa, já falei umas três vezes que às 11h da manhã é o horário de tomar o Prolopa. Num precisa ficar repetindo... Parece até que você tá de birra comigo.

Alexa, nem tchum... continua a seguir seu script idealizado pela Amazon, configurado pelo espírito de ser um smart speake leal e cumpridor atento das suas obrigações. Com tantas utilidades, e com aquela voz suave, melodiosa, sempre prestativa, não teria como Iracema não se apaixonar pela amiga.

E tem muitas outras funções da Alexa que minha mãe não quer usar, não. Acha que é meio exagero. Aprender a falar em inglês, por exemplo, nem pensar.

-- Quero, não – garante ela. – Já passei dessa fase. Nos meus 86 anos não quero aprender mais nada, não. Chega.

Pondero que vai ser divertido. Pode vir a ser um bom passatempo. Mas, ela fica firme em sua decisão inicial.

-- E depois, já pensou, eu chegar em Uruaçu falando inglês... – acrescenta, lembrando que o povo vai perguntar: “Iracema onde você aprendeu isso menina?”

-- Vou ter que dizer que aprendi com a Alexa. Vão concluir que eu fiquei maluca. Quero, não, meu filho. Melhor ficar quieta.

Eu, cá com meus botões e borbotões, que já estou precisando dos préstimos da Alexa, devo admitir que as paixões e objeções da minha mãe pela máquina têm lá sua razões. Melhor ficar quieto.


sexta-feira, 22 de novembro de 2024

Paulinho da Viola canta e encanta neste sábado, em Brasília

Foto: LeoAversa 

Paulinho da Viola, a lenda viva do samba, vem a Brasília. O show “Quando o Samba Chama”, um espetáculo que revive o brilho do samba, ressaltando tanto sucessos eternizados quanto raridades de seu repertório, estará no palco do Centro de Convenções Ulysses Guimarães, neste sábado (23/11), às 21h30, como parte do Festival Estilo Brasil, que reúne vários talentos da música brasileira de 14 de novembro a 14 de dezembro.

Tive o prazer de assistir Paulinho da Viola em show ao vivo por duas vezes. Uma pelo Projeto Pixinguinha e outra em um belíssimo show no Teatro Nacional de Brasília. Como de outras vezes, o artista é um convite para celebrar a luz que reparte com o público que o acompanha há muitos anos, além de conquistar novos admiradores que, a cada dia, descobrem em sua obra um oceano de poesia e musicalidade. Com quase seis décadas de carreira, a chama do samba segue acesa em Paulinho.

A noite promete uma verdadeira imersão na obra do artista, com canções que refletem a força simbólica da água, como "Mar Grande" e "Timoneiro". Além de clássicos como "Foi um Rio que Passou em Minha Vida", "Argumento", "Pecado Capital" e "Onde a Dor Não Tem Razão", o repertório resgata sambas que Paulinho não toca há algum tempo nos palcos.

Clientes Banco do Brasil com cartão Ourocard Visa têm 60% de desconto no ingresso inteiro para o Festival Estilo Brasil, durante todo o período de venda, disponível na Bilheteria Digital. Além disso, esses clientes têm fila exclusiva (fast pass) para acesso rápido ao evento e podem parcelar os ingressos em até oito vezes sem juros, com limite de quatro ingressos por categoria.

Os cartões Ourocard Visa também oferecem benefícios como cashback, desconto na anuidade, parcelamento de compras com preço à vista e acesso a salas VIP em aeroportos, e muito mais.


Serviço:
Festival Estilo Brasil - Paulinho da Viola
Data: 23 de novembro (sábado)
Local: Centro de Convenções Ulysses
Horário: 21h30
 
Exclusividade para Clientes BB Ourocard Visa: 60% de desconto nos ingressos, com parcelamento em até 8x sem juros. Além disso, esses clientes têm direito de adquirir até quatro (4) entradas por CPF (em qualquer categoria).
 
Ingressos:
Poltrona Superior – R$110,00 (meia)
Poltrona Especial - R$ 150,00 (meia)
Poltrona VIP - R$ 180,00 (meia)
Poltrona VIP – R$ 220,00 (meia)
Poltrona Premium– R$ 250,00 (meia)
Poltrona Frente Premium – R$ 350,00 (meia)
Espaço Bistrô – R$ 1.200,00 – Mesa numerada para 4 pessoas.
Lounge Sofá – R$ 1.800,00 – Sofá para 4 pessoas na primeira fila.
 
Vendas online:
www.bilheteriadigital.com
https://www.bilheteriadigital.com/paulinho-da-viola-23-de-novembro 

quarta-feira, 20 de novembro de 2024

Seu Pedro e a lenda do Nego D'Água, em Uruaçu

Uruaçu, no interior goiano, é uma cidade de muitas, belas e curiosas histórias. Uma cultura enriquecida pelos diferentes migrantes de todos os cantos do país. Gente que veio com suas lembranças e histórias passadas por seus ancestrais. Pessoas que saíram em busca de uma vida melhor, vindas de todos os cantos e recantos do Norte, Nordeste, Sudeste e, mais recentemente, do Sul do Brasil.

Uma dessas riquezas foi registrada e contada pela amiga, cronista e poeta Sinvaline Pinheiro, que, durante muitos anos, esteve à frente do Memorial Serra da Mesa lá na nossa querida cidade. Atualmente, ela tem um sítio pequeno, chamado Toca Vó Quirina, que serve para a produção comungada de várias espécies, além de ser um espaço de pesquisas e vivências a serviço da comunidade.

 Aconteceu com o Seu Pedro (de chapéu, na foto acima, com o amigo Geraldão), numa de suas idas para pescar no lago. Mas, deixemos que Sinvaline, com seu jeitinho delicado, sensível, todo especial, conte tudo direitinho, sem inventar, nem esconder, nada... 

Nego D’Água de Serra Da Mesa

Sinvaline Pinheiro 

A construção do Lago Serra da Mesa trouxe grande impacto ambiental e social para a região Norte de Goiás, contudo trouxe o turismo, a pesca e, por debaixo dos panos, também fez surgir lendas e lendas... 

O lago cheio, fazendas antigas com suas casas assombradas, cavernas pré-históricas ficaram debaixo do volume imenso de 1.784 km² do espelho d’água. 

Quem perdeu sua terra deu jeito de comprar uma área pequena ou um lote e fazer um barraco ou um rancho, garantindo o local da pesca, principalmente do tucunaré. E esse lote ficou sobre qual casa assombrada? 

Seu Pedro arrumou o ranchinho, fez a cerca e plantou mandioca, milho, pimenta, construiu a canoinha de pau e assim ele se sentia um verdadeiro fazendeiro. 

Todas as tardes, já cansado, entra na canoinha e lá vai ele atrás dos peixes. Certo dia, já com o sol entrando, vê um vulto na água e não entende o que é. 

Rema mais perto e o vulto afunda na água. Pensa que é um peixe grande e amarra a canoa por ali e recomeça a pesca. Para espantar as muriçocas, acende o pito de palha. 

Sobrecarregado de lembranças, se assusta quando a canoa começa a balançar; olha em volta e não vê nada, nem ventando estava. 

E a canoa não parava. Seu Pedro tira o facão e o segura na posição de ataque, seja o que for que aparecesse estava morto. 

Um roncado o faz olhar para trás. Assustado, vê uma mão escura de dedos tortos segurando a canoa para que balançasse mais. 

- Virgem Maria! 

Junto com o grito o facão decepa os dedos que caem na água e pouco a pouco a canoa se acalma. 

Seu Pedro, tremendo, nem conseguia remar para sair do lugar. Procurou vestígios de sangue e nada, só água. 

Criou coragem e remou depressa para o barranco. Já com segurança, na margem, alumiou com a lanterna e viu um pedaço de pele enrugada na canoa. Levou para o rancho e com a luz clara conseguiu reconhecer um dedo magro, escuro e muito enrugado.

Enrolou-o em um pano, colocou-o dentro de uma lata e foi dormir, no outro dia levaria para alguém examinar e descobrir que bicho era aquele que queria afundar sua canoa. 

A noite foi longa, de pesadelos. Lembrava-se das histórias do pai de que no antigo Rio Maranhão existia o Nego D’Água, muitas pessoas chegaram a vê-lo entre os rios Passa Três e Maranhão. Lembrou do Zé contando: 

- Nóis ia atravessando o gado de nado e os canoeiro acompanhano, e os Nego D’Água ia nadando de pareia com o gado! Eles tinha cara de gente e pé de pato igual um reminho. 

Já seu compadre Ademar dizia: 

- O Nego D’Água tem dois fôrgos, um da água e outro de fora, o bicho é brabo! 

O avô descrevia: 

- Os Nego D’Água só tem um zoi grande no meio da testa, ele afoga os pescadô! 

Dormiu variando e mal o dia clareou foi buscar o suposto dedo para levar a cidade de Uruaçu, tinha que tirar a dúvida. 

A surpresa foi grande: a lata tinha sumido com o dedo e tudo! 

Apavorado, ele correu para a cidade e contou a história para muitas pessoas e a confirmação de todos foi a que ele já esperava: 

O Nego D’Agua voltou para a região norte de Goiás, era certo que com a bagunça da construção da hidrelétrica ele tivesse sumido e agora reaparece para vingar os rios represados. Os pescadores que se cuidem!

Seu Pedro coçou o queixo, pensou e disse para a mulher: 

- É, agora eu cridito em Nego D’Água que meu pai contava, por pouco ele não afundou minha canoa... Danado esse bicho!

A mulher fez um muxoxo e completou: 

- É, meu véio, ainda bem que agora esse tar de Nego D’Água vai aparecer mas fartando os dedos... 

E aí a história cresceu, tomou estrada e o fantasma continua aparecendo em várias partes do Lago Serra da Mesa. Os assustados que o veem só ainda não notaram se é o mesmo Nego D’água sem os dedos da mão...


sexta-feira, 8 de novembro de 2024

Arte Urbana nas Escolas encerra a 5ª edição nesta terça-feira

O projeto Encontro de Arte Urbana nas Escolas vai encerrar a sua 5ª edição neste mês de novembro, com visitas a colégios em Ceilândia Norte, no dia 12, e Pôr do Sol/Sol Nascente, no dia 19. Só este ano, esse projeto relevante e audacioso já contemplou nove instituições educacionais no Distrito Federal, com shows de rap e crew de breaking e workshops de grafite, danças urbanas e rap, com destaque para rodas de conversa sobre temas que abordam o mundo da juventude, como bullying, prevenção às drogas, combate à discriminação, cultura de paz e fortalecimento de vínculos.

Além da vivência prática, o objetivo do Arte Urbana nas Escolas é inspirar, capacitar e estimular o protagonismo do jovem, e despertar interesse pelo empreendedorismo através da cultura criativa e solidária. É realizado com recursos da Lei Paulo Gustavo e Ministério da Cultura com apoio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal.

Neste mês, o projeto acontecerá no CEF 11 e CEF 32.  Atendendo aos dois turnos das instituições que somam cerca de seis mil alunos, ele é voltado para alunos dos ensinos fundamental e médio, com idade entre 09 e 16 anos, aproximadamente.

A dinâmica tem início com um show de rap e apresentações de uma crew de breaking, abrindo espaço para o conteúdo ministrado pelos arte-educadores. O projeto deixa marcas no coração e mentes da comunidade escolar e, literalmente, no muro da instituição, que recebe a produção em grafitti feita conjuntamente pelos alunos e artistas.


As escolas que recebem o projeto estão isentas de qualquer custo. Foram priorizadas instituições que oferecem atendimento a pessoas com deficiência, ampliando o conceito de inclusão através de equipamentos de áudio descrição, com audiodescritores e tradutores de libras presenciais.

A equipe do projeto é composta por produtores culturais e artistas reconhecidos em suas áreas de atuação e são referências na cultura hip hop. Os workshops serão ministrados por Ravel e Markx (Rap); Will Locking (Dança Urbana) e Elom e Rivas (Grafite).  Segundo a produtora cultural e proponente do projeto, o Encontro Arte Urbana nas Escolas “tem sido um marco nas instituições de ensino públicas do DF, a ponto de sermos procurados por inúmeras escolas que desejam nos receber. Sempre temos essas solicitações em nossos canais de comunicação. Nosso sonho é atender a todos, mas, de edição em edição, vamos alcançando cada vez mais crianças e jovens”.

(Conheça melhor o Encontro de Arte Urbana nas Escolas pelo Instagram)

terça-feira, 29 de outubro de 2024

Dia de homenagear a maior invenção humana: o livro

Imagem da Folhapress

Esta última quinzena do mês de outubro está sendo tudo de bom e de melhor para quem ama o mundo da cultura. Dia 15/10, foi para homenagearem-se os professores. Depois, dia 20 passado, as honras foram para os poetas, que também serão lembrados depois de amanhã (31/10), quando fazem-se referências à poesia. Na data de hoje (29/10), comemora-se o Dia Nacional do Livro. Harmonia pura.

Nada mais justo e grandioso do que fazermos referência ao livro. É um dia no ano para refletirmos sobre o papel essencial da leitura na formação de cidadãos mais críticos e conscientes. Não apenas pelo livro em si, mas o que ele representa na sociedade, como instrumento de democratização do conhecimento e para a construção de uma sociedade mais justa, bem informada e que seja, de fato, democrática.

A escolha da data é outro aspecto grandioso dessa comemoração. Teve origem no 29 de outubro de 1810, quando foi criada a Biblioteca Real, que viria a se tornar a Biblioteca Nacional (foto acima), fundada a partir da doação da Real Biblioteca Portuguesa, trazida para o Brasil com a chegada da família real em 1808. O acervo inicial da instituição incluía livros, manuscritos e mapas que ajudaram a formar a base do conhecimento científico e cultural da época.

O livro foi a primeira e grande invenção a revolucionar a existência humana. Depois dele, vieram outras tantas e quantas, mas, nenhuma delas tão associada à essência do ser. Alcançamos a capacidade de produzir energia das mais diversas fontes até à colocação de máquinas em movimento, seja na terra, no ar ou mesmo no espaço sideral. Chegamos ao computador e sua capacidade de impulsionar a humanidade por caminhos nunca vistos, nem mesmos imaginados.

Mas, continuo achando que o livro é a maior invenção da humanidade. Minha cunhada, Vênus Mara, de saudosa memória, discordava. Dizia que a maior invenção do homem foi o liquidificador. Depois dele, ninguém mais passou mal ao misturar os mais esdrúxulos alimentos. Até mesmo manga com leite. Tinha lá suas razões...

Saudemos o livro e incentivemos as novas gerações a colocarem essa invenção próxima à mente e colada ao coração. A alma que surgirá daí será infinitamente superior a tudo que vimos e fizemos até hoje.

Beijos no coração! 

Eu livro
José Carlos Camapum Barroso
 
Há um livro em mim
Moto contínuo a impulsionar
O corpo pela imensidão dos tempos.
 
O livro na minha mente...
São células a espalhar sementes
Por um corpo rude, limitado.
 
O livro no coração
É o compasso da extra-sístole,
O descontrole da arritmia...
 
O livro é o bálsamo
De tantas dores contraídas
Em noites obscurantizadas
 
Meu espírito infinito,
O livro é alma que acalma
E transita por tantas vidas.
 

terça-feira, 22 de outubro de 2024

Movimento de ocupação cultural agita o interior de Goiás

O Movimento de Ocupação Cultural (MOC), realizado pelo Coletivo Gaffurina, desde 2016, para agitar ruas, praças e espaços culturais da cidade de Uruaçu (GO), neste mês de outubro, deu mais um passo para ampliar a abrangência do projeto e torná-lo ainda mais criativo. Foi a primeira edição realizada no formato online, de forma independente e com a participação das bandas que são os pilares do MOC: Casulo Fantasma, Os Hermetistas e W.C. Quem perdeu pode apreciar pelo vídeo do Youtube postado abaixo.

Este ano, o movimento completou trinta edições, ocupando espaços públicos e privados de Uruaçu, como a Feira Coberta, Museu Dom Prada Carreira, Av. Coronel Gaspar, Pousada Brasil, Instituto Federal de Goiás (IFG), Universidade Estadual de Goiás (UEG), Quintal de Ideias, entre outros. O evento promove a música, poesia e artes visuais feitas por artistas locais, além de atividades esportivas com skate, tendo apoio destacado dos skatistas Filipe Maciel e Lucas Fernandes.

Banda Casulo Fantasma

O MOC começou em 2016 como um ensaio coletivo entre bandas independentes. Cada banda trazia seus equipamentos, e juntos realizavam um verdadeiro show, dividindo os tempos de apresentação de forma ordenada e democrática.

Já em 2017, as artes visuais foram integradas ao movimento, com as obras de Stella Cardozo. Nos anos seguintes, a poesia também passou a fazer parte do evento, com destaque para autores como Sinvaline Pinheiro, Shannon de Souza, José Carlos Camapum Barroso (Zeca Barroso), Gabriel Andrade, Leandro Nunes, Jota Marcelo, Maria Aparecida Oliveira (MAOM), Rodrigo Kramer, Meire Carvalho, Carzem, Lucas Barros, Marcos Paulo Paes, Mariano Correia Peres, Ezecson Fernandes, Robson Lousa, Ítalo e Itaney Campos, Josiane Adorno e outros.

Banda Os Hermetistas

Em 2020 e 2021, o MOC teve uma pausa forçada, por conta da pandemia da Covid 19. Retornou em 2022, como um projeto de extensão do IFG – Câmpus Uruaçu. Com isso, o evento continuou a promover a cena underground, destacando bandas como Casulo Fantasma, Os Hermetistas e W.C., além de novos artistas visuais, como Lucas Venícius e Wellington Ferreira, e outros talentos já consolidados na cena local, como Fiim Calazans, Rhauder Prado e Tal Carlos.

No ano passado, o Sarau da Jezebel foi a atração que encerrou as atividades do MOC, em um ano marcado por três ações do projeto. Este ano, a novidade foi o acréscimo do projeto pelo formato online. Os produtores do MOC esperam realizar novas edições, anualmente, mantendo o evento ativo e relevante para a cena cultural de Uruaçu.


Banda W.C.

Formação das bandas do MOC:

Ø  Casulo Fantasma: Larissa Kramer (Voz), Rodrigo Kramer (Baixo), Pedro Rosa (Guitarra), Jullyanno Morais (Bateria).

Ø  Os Hermetistas: Gabriel Andrade (Voz), Leandro Nunes (Baixo), Marcos Paulo Paes (Guitarra), Pedro Rosa (Guitarra), Lucas Barros (Bateria).

Ø  W.C.: João Paulo e Pedro Henrique Godoi (Vozes), Leandro Nunes (Baixo), Pedro Rosa (Bateria).

Ø  O MOC também destaca o apoio técnico e artístico imprescindível de Wendel Max e Richard Faria.