sexta-feira, 31 de dezembro de 2021

Uma música pra ouvir e cantar no último dia do ano...

 

Neste último dia de um ano tão difícil, o ZecaBlog gostaria de oferecer a todos uma canção. Uma música do compositor Vander Lee que foi gravada pela cantora Gal Costa. Essa letra tem tudo a ver com o momento que vivemos nesses quase dois anos de pandemia do novo coronavírus, que já vitimou quase 620 mil pessoas no Brasil, deixando em profunda tristeza familiares, amigos, conhecidos, admiradores...

Desejamos aos amigos e amigas desse espaço cultural, seguidores e admiradores um 2022 cheio de alegrias, muita saúde, paz, cultura, música, arte, emprego, moradia, comida...

Como diz a música, “a vida anda louca, as pessoas andam tristes, meus amigos são amigos de ninguém”. Precisamos morar no interior do nosso interior “pra entender por que as pessoas se agridem, se empurram pro abismo, se debatem, se combatem sem saber...”

Se fizermos isso, se acalmarmos nossos corações, tudo ficará mais fácil e humanamente mais viável...

Curtam a música, bela melodia na voz maravilhosa de Gal. Basta “chegar lá fora e encontrar alguém, que não me dissesse nada, não me perguntasse nada também...”

Beijos no coração...


segunda-feira, 13 de dezembro de 2021

Versos para uma netinha em pleno mês do Natal


Meus netos – Juliano e Martina – são um encanto em nossas vidas. Só sabe o valor de ter netos quem os tem. Muda tudo em nossa vida sempre premida por excesso de responsabilidades, compromissos com o futuro e outras coisitas mais, que nem sempre são as mais importantes e significativas nessa nossa curta passagem.


As duas crianças estão sempre por aqui, principalmente aos domingos, a encantar nossos dias e a trazer alívio para todas as dificuldades que a vida nos apresenta.

Neste domingo, duas fotos, tiradas pela minha nora Vanessa, trouxeram inspiração para um poema dedicado à Martina, que no início do mês de novembro fez um aninho. Thiago Suares, meu amigo e colega de profissão, fez a gentileza de usar seu talento para juntar texto e foto em um projeto só.


segunda-feira, 6 de dezembro de 2021

Quando dois teimosos se encontram, sai até faísca!

Maria Iracema e Raimundo Nonato Júnior, recém-casados, moravam na periferia de São Luiz, no Maranhão. Ela, maranhense da gema, e ele piauiense de uma cidadela na fronteira dos dois estados. Os dois construíram o teto em que moravam na companhia do pai de Iracema, o seu José de Ribamar, depois que ficou viúvo. O sogro dela, não poderia ser diferente, tinha a alcunha de Raimundo Nonato, o pai do Júnior. Morava ali perto, num outro bairro.

Os dois sempre comentaram entre eles o quanto os dois pais, ou os dois sogros, eram teimosos. Conhecidos como os reis da teimosia. Mas, até então, não tinham se encontrado em tempo suficiente para uma conversa mais alongada. No casamento, seu Raimundo Nonato estava adoentado, não pode comparecer. Deu a benção por pensamento já que naquele tempo não existiam celulares, nem, muito menos, redes sociais.

Iracema e Júnior temiam um encontro entre as duas peças. Viviam imaginando, e temendo, o que aconteceria se a conversa desandasse para uma desavença, mínima que fosse.

- Querida, eu fico imaginando o que vai acontecer porque não sei qual dos dois é mais teimoso – ponderava o marido. – Tem hora que imagino ser o meu pai. O velho é muito cabeça-dura.

- Qual nada! Acho que o meu pai ganha disparado – respondia Maria Iracema. – Zé de Riba não é fácil, não.

Certo dia, voltando da feira pra onde foi em companhia do pai, a mulher disse pro marido.

- Meu bem, seu pai e o meu se encontraram na feira.

- Discutiram????

- Não, não deu tempo. Foi um encontro rápido, seu pai tava apressado.

- Graças a Deus!

Uma manhã de domingo, depois da missa, seu José de Ribamar estava sentado numa preguiçosa, na calçada, enrolando um cigarro de palha, quando percebeu a aproximação de uma Vespa – ou, uma Lambreta, como é chamada em outras regiões. No comando, ninguém menos que seu Raimundo Nonato, pai do Júnior, e por consequência sogro de Iracema.

Foi tirando os óculos e o capacete e cumprimentando o morador.

- Bom dia, seu Zé de Riba, tudo bem com o senhor?

- Bom dia, tudo na santa paz de Deus. E com o senhor, tá tudo bem?

- Tudo certo, vamos levando a vida.

Para fazer a conversa fluir e ser cordial, o morador emendou:

- Boa essa sua motoca, hem?

- Sim, ela é ótima... e já tá quitada. Num devo um centavo.

- Que bom! – fez questão de frisar o seu José. – O senhor anda muito nessa Vespa pela cidade?

- Ando muito! – E acrescentou vaidoso: – Vou até no Piauí! Já fui várias vezes.

- Nossa... Olha que o Piauí é bem longe.

- Né, não; é perto! Vou com facilidade.

- Sei não, seu Raimundo Nonato, mas o Piauí é bem longe...

- Né não, é perto, eu garanto.

- É longe.

- É perto.

- É longe, tô dizendo!

- É perto, já falei!

Iracema e o Júnior vieram correndo de dentro da casa e gritaram ao mesmo tempo, em uníssono:

- Num é longe nem é perto! É a distância que tá no mapa! A distância que Deus impôs. Os dois estão certos e ninguém está errado!

Acalmaram. 

quinta-feira, 2 de dezembro de 2021

Tragédia da boate Kiss vai a júri quase oito anos depois

A tragédia do incêndio na boate Kiss, em Santa Maria (RS), está perto de completar oito anos de dor, sofrimento e muita saudade para as famílias de 242 jovens, vítimas do descaso e da impunidade que virou marca registrada de tragédias no Brasil. Nesta semana, finalmente, começou, em Porto Alegre, o julgamento das pessoas acusadas de serem responsáveis pelo ocorrido.

O mundo inteiro ficou chocado com a dimensão daquela tragédia. A cidade de Santa Maria virou sinônimo de tristeza e de dor. Quantos pais ficaram sem seus filhos. Quantos filhos sem pais. Órfãos, talvez, de impunidades que marcaram tragédias semelhantes ocorridas anteriormente. Dezenas de pessoas que sobreviveram àquela madrugada fatídica, ainda hoje vivem dramas difíceis de serem dimensionados.

Quem, como nós, está distante de uma tragédia não consegue dimensioná-la adequadamente. Só nos resta rezar pela alma das vítimas fatais e pela plena recuperação dos que sobreviveram. Minha oração é essa abaixo, que já publiquei outras vezes e pretendo repetir por anos e anos. Desta vez, sai publicada em forma de vídeo. Quem sabe conseguiremos, assim, aplacar um pouco a dor de tantas famílias e alertar as autoridades para os riscos inerentes à impunidade.