sexta-feira, 21 de abril de 2023

Obrigado Brasília por ter me acolhido há meio século

Brasília vive em mim e vivo sob suas asas há 50 anos, meio século. Aquele ano de 1973, quando por aqui cheguei, foi marcado pela tragédia da pequena Ana Lídia. Mas, tudo era belo e puro naquele horizonte de céu imenso e tardes resplandecentes quando fui recebido por essa cidade de sonhos e esperanças.

Nem tudo era tragédia, embora vivêssemos ainda sob o manto escuro e obscuro de uma ditadura sangrenta e opressora. Amigos presos, amigos sumindo... e o povo ansioso por uma luz no fim do túnel.

Nos anos de 1970, o Lago Paranoá fedia em uma cidade ainda não afetada pela poluição do ar, rios e córregos. Até sua completa despoluição no final da década, o lago estava longe de ser uma opção de lazer e entretenimento. Hoje, além de cartão postal, serve para divertimento das famílias e competições esportivas.

Essas e outras tragédias marcaram a cidade, que completa hoje 63 anos, sem perder a marca da esperança e dos sonhos de milhões de brasileiros. Perdemos nosso fundador e criador Juscelino Kubitschek, depois Tancredo Neves que encarnava o sonho da democratização.

Foi aqui que me formei e exerci, e ainda exerço, orgulhosamente a profissão de jornalista, tão ameaçada e incompreendida nos últimos tempos. Nessas mesmas Asa Sul e Norte constitui família e criamos nossos filhos, em uma cidade tida “como o melhor lugar do mundo para se criar os filhos”.

Brasília sempre foi fascinante pela capacidade de acolher e abrigar quem a procurasse. Um dom que ela já irradiava desde antes mesmo de existir, quando os raios de aconchego brilhavam da Cidade Livre, hoje Núcleo Bandeirante.

A cidade cresceu. Superou todos os desafios, embalada pelo horizonte musical de serestas, sambas, chorinhos e as tão promissoras bandas de rock. Atravessou décadas criando, recriando e se reinventando num mundo cada vez mais moderno e tecnológico.

Atravessou o século, o milênio, e chegou incólume, garbosa e sempre gentil aos anos de 2020. Agora, mais que sexagenária, mostra ares de amadurecimento sem perder sua natural juventude, jamais.

Assim como o mundo todo, os cinco continentes e dezenas de países, Brasília comemora seus 63 anos de existência ainda sob o signo ameaçador e onipresente de tantas incertezas pós-pandemia, novas guerras, ameaças à democracia, tragédias e destruições do meio ambiente e da cultura. Nós candangos, seus filhos, que já são muitos, seus visitantes, transeuntes, vivemos, nos últimos anos, uma dura realidade. Tivemos que nos isolar socialmente, afastarmos das pessoas que amamos, recusar abraços e apertos de mãos que sempre foram a marca dessa cidade.

Nesses tristes anos, os fins de tarde, os alvoreceres tão famosos, o céu de Brasília e a luminosidade de um horizonte de sonhos e esperanças ficaram ofuscados, à meia luz, à espera de um novo sonho de Dom Bosco, de onde possam transbordar mel e bálsamo para dores que ainda teimam em não se aplacarem.

A cidade dos sonhos enfrentou muitos pesadelos sem perder a esperança e agarrada à missão para a qual logrou existir: somos o futuro e ele ressurgirá no amanhã.

Brasília é o que somos, o que plantamos e o que colhemos.

Obrigado, Brasília. De coração.


Despertar
José Carlos Camapum Barroso
 
Brasília, Brasília
Não és mais a ilha
Cercada de fantasias...
És, agora, senhora,
Cortada por viadutos,
Congestionadas em vias,
Sinais congestionantes.
 
Cidades satélites
De luzes que não brilham
Como resplandece a tua.
Ruas que não se cruzam
Na mesma simetria,
Na grandeza de monumentos
Que ostentas em curvas,
Entre retas infinitas...
 
Avião de asas cortadas
Plano de voo perdido
Quadrilátero retângulo
Incrustado no coração
De um Brasil central,
Pleno de indiferenças...
 
Brasília, Brasília
Não mais sorris
Nem sorriem teus filhos
Adotados e gerados
Que ergueram e foram
Erguidos aos céus,
No sonho de dom Bosco,
Suor e lágrimas candangas.
 

Acorda antes que o sonho
Desperte o medo,
No século do pesadelo.
Acorda Brasília!
 
Ouça a voz que ecoa
No Planalto Central:
Ainda és sonho,
Esperança de vida!


sábado, 15 de abril de 2023

Um dia para refletir sobre o Desarmamento Infantil no Brasil

 

O Dia do Desarmamento Infantil precisa ser observado com muita ênfase neste 15 de abril de 2023. Nunca foi tão importante debater e ajudar na conscientização desse tema como nos dias atuais, depois de quatro anos de um governo que o que mais fez foi propagar, enaltecer e badalar o uso de armamentos pelos chamados “cidadãos do bem”.

Enaltecer o armamentismo inclusive, em diversas ocasiões, usando imagens de crianças, portando armas, ou pousadas ao lado da autoridade máxima do país que empunhava, orgulhosamente e ameaçadoramente, um fuzil ou uma pistola. Os seguidores tresloucados dessa autoridade máxima também propagaram e enalteceram o uso de armas até da parte das crianças e adolescentes.

A data de hoje serve para abrirmos uma campanha nacional, urgente, contra o uso de armas, ou até mesmo a exibição delas por partes das crianças. Serve também para questionarmos armas de brinquedos, que provocam sempre esse debate entre pais e filhos. Antigamente, era comum, ver garotos brincando com revólveres de brinquedo e até estilingues para matar passarinhos.

No nosso tempo de infância, os presentes mais cobiçados eram uma bola de futebol ou revólver de espoleta, com cinturão, coldre e tudo mais. Influência assustadora da cultura americana, trazida pelos filmes do faroeste. Brincávamos até de guerra entre mocinhos e bandidos, ou, o que era bem pior, de artista contra indígenas.

Mas, a partir de 2001, surgiu a ideia de um dia específico para conscientizar as crianças a não brincarem com essas réplicas de armas e com os videogames relacionados a armas. Além disso, é importante reforçar que o Brasil possui um histórico de legislação sobre o direito da criança e adolescente de brincar, que é o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), de 1991.

A série de violências em escolas brasileiras reforça a necessidade de ampliarmos a discussão sobre o uso e a propaganda de armas, tendo como base o Estatuto do Desarmamento, criado em 2003.

E por que as crianças entram nesta campanha? Para que não usem armas de brinquedo, réplicas de armas de fogo ou jogos de vídeo game, a fim de evitar a violência e o comportamento agressivo e violento, acidentes domésticos ou nas escolas, nas situações em que crianças ou adolescentes tiram suas vidas, além das de colegas e professores.

Essa realidade não é exclusiva de alguns países, como os EUA, conhecido por sua história de muitos tiroteios em escolas. No Brasil ocorrem também mortes nas escolas causadas por armas de fogo usadas por crianças e adolescentes. Infelizmente, ainda é uma realidade brasileira termos crianças e adolescentes usando armas de fogo, inseridos no contexto da violência.

Um dos muitos pontos para reflexão no Dia Internacional do Desarmamento Infantil é iniciar o desarmamento dentro de casa: não ter arma de qualquer espécie nas residências e, se for absolutamente necessário tê-la, por motivos de trabalho, deixá-la guardada trancada, travada, fora do alcance das crianças e a munição deve estar em outro local, fora do acesso.

Outras medidas são: não deixar os filhos terem ou brincarem com armas de fogo e os pais devem cumprir o papel de educar e orientar seus filhos contra o uso de armas, inclusive as de brinquedo, além de estimular e praticar juntos outras atividades, como as esportivas e jogos de tabuleiro interativos.

Nesta data, todos deveriam estar unidos em prol da conscientização sobre os perigos reais aos quais as crianças estão expostas ao ter acesso a armas de brinquedo ou a uma arma de fogo em casa, adquirida pela falsa sensação de segurança que pode trazer.

Infelizmente, o que vimos nos últimos quatro anos, de janeiro de 2019 a dezembro de 2022, foi justamente o contrário da parte do governo federal. O ZecaBlog defende o desarmamento como um elemento a mais da nossa cultura de paz e da nossa formação cristã.



sexta-feira, 14 de abril de 2023

Projeto Alpha abre vagas para bailarinos e percussionistas

A audição para a seleção de bailarinos e percussionista está marcada para este sábado (15/4), das 9h às 13h, na Casa da Cultura do Núcleo Bandeirante. Os candidatos estarão disputando uma vaga no projeto Alpha Mandê Griô, que tem como objetivo levar a riqueza da cultura mandengue, ou mandinga, originária do oeste da África, a crianças e adolescentes. Sob a orientação do guineense Alpha Kabinet Camara, as atividades acontecerão em junho e agosto em escolas públicas do Núcleo Bandeirante, Cruzeiro e da Candangolândia.

Além dos estudantes beneficiados, o projeto, realizado com recursos do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal, também abrirá vagas para que artistas atuem em 12 apresentações oferecidas à comunidade escolar.

Alpha explica que essa é uma oportunidade de trabalho, “mas também de aprendizado para todos que vão conviver e trocar nesse projeto. Nossos países são irmãos e têm muito em comum, principalmente em relação à música e à dança, que são sagrados para mim. Queremos reforçar a importância das tradições e valorizar os traços que nos unem”.

O objetivo do Alpha Mandê Griô é jogar luz sobre as contribuições da cultura africana na formação da identidade brasileira, ajudando a desconstruir o preconceito e ignorância que costumam perseguir culturas e religiões de matriz africana. Alpha é parte do processo de redescobertas culturais do oeste africano que ocorre atualmente, com artistas brasileiros cruzando o Atlântico para beber na fonte de seus ancestrais, e artistas africanos fazendo o caminho inverso para viver de arte no nosso país, ainda marcado pela escravização de ascendentes daquele Continente.

Natural de Conacri, capital de Guiné, o proponente chegou ao Brasil, em 2016, vindo a residir em Brasília, em 2017, trazendo na bagagem muito talento e a missão de difundir a cultura popular de sua terra. Aos 35 anos, com conhecimento em mais de 20 ritmos oriundos de países vizinhos ao seu, como Costa do Marfim, Mali, Burkina Faso, Serra Leoa, Gâmbia e Senegal, ele traz em seu currículo a trajetória de família Griô, de origem materna.

O título de Mandê Griô traduz a existência de Alpha Kabinet Camara em profundidade. Podemos entendê-lo como um mestre da cultura Mandengue, mas vai além. O termo Griô, de raiz africana, é usado para se referir àquele que mantém a tradição oral das histórias de seu povo, inclusive através da poesia, da música, da dança.

O guineense é também uma liderança com autoridade para aconselhar pessoas e mediar conflitos em sua comunidade. Alpha, desde muito jovem, foi preparado e vem adquirindo conhecimentos para desempenhar essa grande responsabilidade: passar adiante e manter viva sua cultura. É uma missão que ele carrega para onde quer que vá.

Alpha Mandê Griô traz em si a ancestralidade que muitos desconhecem e que, apesar de ter se desenvolvido no continente africano, espalhou-se para o mundo e tem papel na formação da cultura nacional brasileira.

 

Serviço:
Audição projeto Alpha Mandê Griô
 
Oportunidade para:
Bailarinos amadores ou profissionais e percussionista
 
Inscrições para a audição
Site: www.alphamandegrio.com
Data/horário: 15 de 2023, das 9h às 13h
Local: Casa da Cultura do Núcleo Bandeirante (Brasília)
Imprescindível: Ser maior de 18 anos e ter disponibilidade para ensaios e apresentações
 
Mais informações:
Carcará Produções: Adriano Campos (61) 99105-2529/Moara Ribeiro (61) 98242-2204
contato@ocarcara.online
instagram e facebook: @alphamandegrio 


sábado, 8 de abril de 2023

Sábado Santo e por que os poetas não morrem nunca

Muito já se falou sobre a morte do poeta. Principalmente, muito se disse, e não sem razão, que os poetas nunca morrem. Sua obra resiste à temporalidade da existência e o mantém vivo pra todo o sempre. Homero vive até os dias de hoje. Shakespeare, Camões, Baudelaire, Fernando Pessoa e tantos outros talentos das palavras e dos versos, nunca morreram e jamais morrerão.

Otto Lara Rezende, além de um extraordinário escritor, foi um dos mais importantes cronistas da literatura brasileira. Pesquisando sobre o tema “quando morre um poeta”, descobri essa bela crônica do Otto, publicada em 1992. Uma maneira leve e inteligente de falar sobre a morte. Confiram:

Publico, a seguir um poema de minha autoria sobre a morte de um poeta. Também, dois vídeos de músicas que tratam do tema. Acho que o assunto está adequado para o dia de hoje, um Sábado Santo, em que a humanidade aguarda a ressurreição do Salvador. Viva os poetas! Saudemos a vida!


A morte de um Poeta
José Carlos Camapum Barroso
 
Quando os poetas morrem,
Lágrimas do céu escorrem
Por esse mundo de Deus...
 
As flores se despetalam
Até os pássaros se calam,
Silenciam os cantos seus...
 
A lua e o sol, entristecidos
O brilho e a luz amortecidos
No eclipse infindo de Zeus
 
A terra treme, e o mar
Faz a onda misturar
Areias e espumas em véus
 
Quando os poetas morrem
Palavras frágeis escorrem
Por versos que não são meus...

 

quinta-feira, 6 de abril de 2023

Encenação deve atrair 10 mil pessoas em São Sebastião

 

Uma das mais belas e concorridas encenações da Paixão de Cristo na região Centro-Oeste ocorre, nesta sexta-feira (7/4), na cidade de São Sebastião (DF), a 22 quilômetros do Plano Piloto. Um grupo de fiéis da Comunidade Católica da então chamada Agrovila de São Sebastião, há 31 anos, decidiu narrar em forma de jogral a Via Crucis de Jesus Cristo, saindo da comunidade São Geraldo em direção à Paróquia Nossa Senhora Aparecida.

O evento ganhou repercussão junto à comunidade e, em 2004, os fiéis desta Paróquia se uniram aos da Santo Afonso. Por meio do Caminhando com Jesus na Via Sacra, evoluiu para o formato de encenação teatral. Ganhava força, a partir daí, o que se tornou um dos eventos culturais e religiosos mais tradicionais do Distrito Federal.

Realizado no Morro Bela Vista, em frente ao Parque de Exposição Agropecuário, a Encenação da Paixão de Cristo ao Vivo reunirá, nesta sexta, mais de 80 atores em uma apresentação emocionante aberta ao público. Para o evento financiado com recursos do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal e pela comunidade de São Sebastião, são esperadas cerca de 10 mil pessoas.

Gildivan Rodrigues, diretor cênico da Encenação da Paixão de Cristo ao Vivo, de São Sebastião, e presidente do Instituto Chinelo de Couro, mantenedor do evento desde 2012, lembra que “foi um crescimento gradual, envolvendo cada vez mais gente e movimentando a cidade a partir da geração de empregos com a criação dos cenários, confecção de figurinos e uma série de outros serviços necessários para realizar o evento”.

Segundo ele, existe e tem relevância também a parte sentimental, “da fé das pessoas e do espírito de fraternidade, sempre muito aflorados nessa época”. Ele ressalta que são muitos ensaios, com a maioria dos atores e figurantes moradores de São Sebastião. “Então, acaba que se torna um congraçamento entre os fiéis, atores, cidadãos, enfim, a comunidade”, acrescenta.

O espetáculo a céu aberto traz a comovente história da morte de Jesus Cristo em cenário especial. Construída pelas mãos de talentosos artesãos e artistas, a cenografia está instalada em meio a vegetação. Na parte da iluminação, a encenação, que começa às 18 horas, recebe um show de cores proporcionado pelo pôr-do-sol do Cerrado. “Esse espetáculo da natureza, combinado com a história contada, não há dinheiro que pague. É uma daquelas imagens que você guarda no coração”, conta Viviane Xavier, coordenadora da Via Sacra de São Sebastião.

A carga dramática é intensa e permeia toda a apresentação. Nos ensaios, não se trabalha apenas a atuação. O controle emocional e a concentração são fundamentais para não ser levado pela comoção do público que reage a todo o momento, acompanhando o flagelo do Cristo. “São quatro meses de preparação física, psicológica e, principalmente, espiritual. Antes do espetáculo eu fico nervoso. Mas no final, podendo ver tantas pessoas emocionadas e receber o carinho daquela multidão, o sentimento é de realização e gratidão pela oportunidade”, compartilha o ator Vitor Caetano, o intérprete de Jesus Cristo, na produção.

No calendário oficial do Distrito Federal desde 2008, o evento ressalta a cultura como direito à cidadania e instrumento de integração social. Ao se promover e valorizar as manifestações culturais, laços comunitários e vínculos familiares e sociais são fortalecidos. A tradição é importante na vida do aposentado Manoel Augusto, pioneiro da Via Sacra: “Eu me lembro da 1ª edição. Quanta coisa se passou de lá para cá. Era somente uma caminhada. Hoje, aos 77 anos, vejo o surgimento de novos talentos, meus familiares envolvidos neste espetáculo de evangelização através do teatro. É muita felicidade. Agradeço a Deus”.

A “Encenação da Paixão de Cristo de São Sebastião” não se limita aos ensaios e à apresentação. A geração de emprego é fator importante na região administrativa com um dos menores Índices de Desenvolvimento Social do Distrito Federal, ao mesmo tempo em que se destaca como um celeiro em potencial de artistas. Ao todo, 150 pessoas, entre atores, artesãos, carpinteiros, costureiras, eletricistas, maquiadores, fotógrafos, cinegrafistas e tantos outros colaboradores de áreas diversas, atuam, diretamente, na produção. É o caso, por exemplo, da cozinheira Eliene Souza, que aproveita para reforçar o orçamento com venda de lanches para os atores e equipe técnica. Cozinheira oficial do evento, ela faz o tradicional almoço de Sexta-Feira Santa. “Mas o que mais me emociona é preparar os pratos da encenação da Santa Ceia, e que não têm nada de cenográficos. É tudo de verdade e feito com o maior amor do mundo”, assegura dona Eliene.

Há, ainda, a realização de oficinas oferecidas à comunidade. Com o apoio de um profissional de Serviço Social, as dinâmicas trabalham a linguagem teatral, criatividade, estímulo à leitura e outras aprendizagens. Como consequência, além de conhecimento e descoberta de talentos promissores, ganha-se em integração, mobilização, noção de cidadania e ética social. A cada ano, as oficinas relacionadas à Via Sacra recebem cerca de 40 jovens que são preparados para atuar na Encenação.  

 

Serviço: Encenação da Paixão de Cristo ao Vivo

Local: Morro da Bela Vista, em frente ao Parque de Exposição Agropecuário- São Sebastião

Horário: das 18h às 21h

Entrada: gratuita

Indicação: livre