domingo, 29 de maio de 2022

Izabella Rocha inicia 3º álbum e promete um "jazz tropical"


Já está lançada a primeira canção que vai fazer parte do próximo álbum Bella ao Vivo, da cantora brasiliense Izabella Rocha, que será o terceiro de sua carreira. A escolhida foi “Presente de um Beija-Flor”, de Alexandre Carlo (Natiruts), um reggae bem brasileiro que ganhou uma roupagem jazzística, bem ao estilo da cantora.

Os álbuns anteriores de Izabella Rocha foram Gaia, em 2016, e simplesmente Bella, em 2021, em plena pandemia do novo coronavírus, registrado aqui no blog (para ler ou reler, clique aqui).

O novo álbum foi gravado no final do ano passado, com esmerada captação audiovisual, arranjos especiais e contou com a participação de músicos tarimbados como Misael Barros, Dido Mariano, Moises Alves, Renato Vasconcellos, Rodrigo Bezerra, Felipe Viegas, Carlos Cárdenas, Luiz Paulo Dourado Freire e André Freire.

Com essa releitura, a cantora inicia lançamento do novo álbum, previsto para ser lançado completo ainda este ano, de preferência antes do Natal. A cantora é uma das fundadoras e atual integrante da banda Natiruts e mostra, com o lançamento desse single, como será bonito e saboroso o terceiro álbum solo de sua carreira.


Na direção musical, assina o pianista e produtor Renato Vasconcellos.

E, na artística, a cineasta e diretora de teatro Luciana Martuchelli que também assina a produção pela TAO Filmes, em parceria com a Granmidia e KLanga Produções.

“Escolhi gravar Presente de um Beija-Flor por sua beleza e significado na minha vida musical. Foi o primeiro grande hit do Natiruts, que nos projetou no Brasil e no exterior e ainda carrega um pouquinho de Brasília na letra: ‘Eu vou surfar no céu azul de nuvens doidas/Da capital do meu país’. A música tem o mérito de ser o primeiro reggae nacional que em muito tempo realmente estourou, projetando o ritmo de maneira consistente no país." relembra a cantora.

Sobre a inspiração “jazz e afins” que marca o trabalho, explica: “O desafio de ‘Bella ao Vivo’ foi trazer músicas de vários estilos para dialogar com o jazz, mas harmonizando com as tantas referências que fazem da música brasileira tão singular. Podemos dizer que o álbum explora um ‘jazz tropical’, com um sotaque brasileiro e o nosso reggae ‘brazuca’ também está lá".

Com a palavra, e com a voz, essa excelente cantora da nossa música brasileira. Que tenha sucesso e consiga encantar o público como tem feito até aqui na sua carreira.

quarta-feira, 25 de maio de 2022

Código Florestal faz dez anos e o desmatamento cresce no país

 

O Código Florestal Brasileiro completa nesta quarta-feira (25/5) dez anos de existência sufocado por um cenário desanimador no quesito preservação das florestas. A média anual de perda no bioma da Amazônia foi 56% maior no governo Bolsonaro, de 2019 a 2022, quando comparado ao mesmo período anterior, de 2016 a 2018. Na Mata Atlântica, entre 2020 e 2021, foram derrubados 21.642 hectares do bioma, um crescimento de 66% em relação ao registrado entre 2019 e 2020 (13.053 ha) e 90% maior que entre 2017 e 2018, quando se atingiu o menor valor de desflorestamento da série histórica (11.399 ha).

Segundo o diretor de Conhecimento da Fundação Mata Atlântica, Luís Fernando Guedes Pinto, “esses dados são surpreendentes. Infelizmente, a gente já esperava uma tendência de alta porque isso aconteceu no Brasil inteiro, mas a escala e o tamanho foram alarmantes”. Assustado, ele assegura que se as derrubadas persistirem “vai faltar água, alimento e energia elétrica”.

Em entrevista ao jornal Folha de Pernambuco, publicada na manhã desta quarta-feira, o diretor vê “uma ameaça à vida, um desastre não só para o Brasil como para o mundo, pois importantes referências internacionais apontam a Mata Atlântica como um dos biomas que precisam ser restaurados com mais urgência para atingirmos a meta de redução de 1,5°C de aquecimento global estabelecida no Acordo de Paris. Mas estamos percorrendo o caminho oposto, em direção a sua destruição”.

Na Amazônia, o cenário também é perturbador. Pouco mais da metade do desmatamento ocorrido desde 2019 foi em terras públicas, sendo que 83% delas pertencem ao governo federal. Associações, organizações e entidades são unânimes em afirmar que a causa principal é o corte no orçamento destinado a fiscalização. Em 2021, além da redução no número de multas, somente 41% do orçamento disponível foram utilizados na fiscalização.

Segundo nota técnica do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), o desmatamento na Amazônia é, em geral, especulativo e mira a apropriação de ilegal de terras, em especial, de áreas em florestas públicas não destinadas, que concentram cerca de um terço do que foi desmatado de 2019 a 2021. O órgão observa ainda um aumento de desmatamento, sempre em relação ao triênio anterior ao governo Bolsonaro, nas unidades de conservação das florestas.

Nesse contexto, o Código Florestal Brasileiro (Lei 12651/2012), completa uma década sem ter muito o que comemorar. O país ainda enfrenta desafios relevantes para ver sua efetiva implementação. O código é considerado uma das leis mais importantes para a proteção das florestas tropicais e da vegetação nativa do Brasil. Mas, precisa parar de sofrer agressões e necessita ser respeitado.

A preservação das nossas florestas é um tema relacionado de forma umbilical às atividades culturais brasileiras, à proteção de áreas de conservação ambiental e de reservas indígenas. É um dever de todos nós lutar pela implantação ampla e irrestrita do código. Especialistas são unânimes em afirmar que ele é a fonte de soluções para a crise de biodiversidade e do clima no país, por consequência de todo o planeta.

Antes que seja muito tarde, façamos a nossa parte.



quinta-feira, 19 de maio de 2022

Doação de leite materno é um ato de amor a ser preservado

Doar leite materno é um ato de amor e com fortes raízes na cultura da humanidade. Mesmo nos tempos em que ainda não existiam os bancos de armazenamento de leite para ser distribuído a outras crianças, as mães já amamentavam os bebês que não tinham como ser alimentados por suas próprias mães.

Neste 19 de maio, comemora-se o Dia Mundial de Doação de Leite Humano, que tem este ano o tema Doação de Leite Humano: Gotas de amor para um mundo melhor. O ZecaBlog adere a mais essa manifestação cultural de amor e solidariedade. Junta-se às campanhas e aos apelos para que outras mães adiram a esse ato de amor, num momento em que os estoque de leite materno estão baixos. No Distrito Federal, a adesão pode ser feita pelo site da Secretaria de Saúde (www.saude.df.gov.br).

No DF, quem está sempre à frente desse movimento tão importante é a dra. Miriam dos Santos, brasiliense da gema, nascida em Taguatinga, onde trabalha como servidora pública da área de saúde no Hospital Regional de Taguatinga, desde 1991.

A doutora Miriam (foto acima, de Breno Esaki, da Agência Saúde-DF), como é conhecida por seus colegas, é coordenadora das políticas de aleitamento materno da rede pública de saúde do Distrito Federal há 14 anos.

Quando o assunto é aleitamento materno, Miriam dos Santos faz questão de enfatizar a importância e os aprendizados diários com cada história de vida que passa por ela ou por suas equipes. "Hoje temos famílias que já estão na 4ª geração de doadoras. Virou uma tradição e eu tenho 30 anos de participação nisso”.

O trabalho desenvolvido pelas equipes dos bancos de leite sob coordenação da pediatra é reconhecido em toda parte. Apesar de ainda ser uma cidade jovem e com um índice de habitação inferior às várias capitais e metrópoles, Brasília é a cidade que, proporcionalmente, mais coleta leite humano por ano.

Como jornalista, tive a honra de trabalhar durante alguns anos em parceria com a dra. Miriam. Ficamos amigos e ela sempre manda informações pelo meu WhatsApp.

Na última mensagem, ela informa que de Jan/2000 a Abril/2022, a Secretaria de Saúde, em parceria com o Corpo de Bombeiros do DF,  fez 470 mil visitas domiciliares. Foram atendidas 275 mil crianças e coletados 358 mil litros de Leite Humano.

Dados impressionantes! Permitem constatar que foram 114 mil doadoras, portanto, “estamos falando de cerca de 389 mil famílias que sabem que a missões da rede de doação é promover, apoiar e proteger a amamentação”, exclama entusiasmada, como sempre, dra. Miriam com os resultados alcançados pelo seu brilhante e persistente trabalho.

A dedicação e o cuidado na assistência à saúde das crianças em suas fases evolutivas fazem parte, há 30 anos, da rotina da médica pediatra Miriam dos Santos. Um estímulo fundamental para todos esses processos é a amamentação prolongada, tema bastante defendido pela profissional, que desenvolve um serviço na rede pública de saúde, junto com uma equipe multiprofissional, referência para vários países.

Como principal característica, Miriam descreve-se uma pessoa insistente, especialmente nos processos que envolvem sua área. “Sou uma digna representante de quem não chora, não mama”, brinca. Hoje, ela concentra seus esforços como profissional para desenvolver melhorias no serviço de amamentação do DF.

Dra. Miriam é a grande personagem deste Dia Mundial da Doação de Leite Materno. A ela, todos nós, cidadãos brasilienses, temos muito a agradecer por tudo que tem feito pelas crianças e, por consequência, para as gerações futuras dessa capital dos sonhos.

Parabéns a todos os profissionais da área de saúde e do Corpo de Bombeiros que participam desse trabalho maravilhoso. Isso é amor. Isso é cultura.

(Com informações das redes sociais e do site da Secretaria de Saúde do DF).


terça-feira, 10 de maio de 2022

Nei Lopes faz 80 anos e a cultura brasileira bate palmas

Nei Lopes completou 80 anos nesta segunda-feira. Nós brasileiros, amantes da cultura, temos que comemorar e agradecer aos céus pela existência de um artista tão sublime. Nascido no Rio de Janeiro, em 9 de maio de 1942, Nei Lopes é escritor, cantor, compositor e estudioso das culturas africanas, formado em Direito e Ciências Sociais pela antiga Universidade Brasil, hoje Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Um currículo para ninguém botar defeito. Mas antes disso, e acima de tudo isso, um cidadão brasileiro, talentoso, apaixonado pelas artes e orgulhoso do seu povo, sua gente, suas origens. Tem mostrado isso, com graça, charme e bom humor, em tudo que faz na vida, principalmente nas canções e nos livros.

Nei Lopes completou mais um ano de vida com 44 livros publicados, 10 discos lançados e uma dezena de prêmios e títulos recebidos, entre eles, o de Doutor Honoris Causa pelas universidades estadual e federal do Rio de Janeiro.

Nos álbuns que lançou como cantor, aprofundou o olhar da diáspora africana sob o prisma da música, utilizando como ferramenta o samba, mas também por meio de ritmos ancestrais como jongo, lundu, maxixe e xiba. Gêneros musicais que prepararam o terreiro para o samba.

Negro Mesmo (1983), disco editado pela gravadora Lira Paulistana com distribuição da Continental, é referência no tema. É desse álbum o Jongo do Irmão Café, uma das obras-primas da parceria do compositor com o conterrâneo carioca Wilson Moreira (1936 – 2018).

A dupla gerou músicas que reverberam ainda hoje, como Ao Povo em Forma de Arte (1977, samba apresentado por ninguém menos do que o engajado Candeia), Coisa da Antiga (partido alto gravado por Clara Nunes em 1977), Candongueiro (composição apresentada pela mesma Clara Nunes em disco de 1978), Gostoso Veneno (samba lançado por Alcione no álbum homônimo de 1979) e Senhora Liberdade (samba apresentado na voz de Zezé Motta em 1979).

Nei Lopes também lançou álbuns de carreira solo, como Sincopando o Breque, Partido ao Cubo e Chutando o Balde, todos marcados por forte suingue e perfeitamente harmonizados com o que escreveu em seus livros, enfocando suas origens.

No ano de 1981, uma tragédia mudaria significativamente o artista. Como ele mesmo conta, em uma entrevista a Carta Capital. “Perdi o mais novo de meus dois filhos, que tinha completado 4 anos na véspera, em um acidente no mar. A partir daí, depois de muito sofrimento, minha vida tomou outro rumo, felizmente pra melhor. Tudo o que produzi de mais significativo começou aí. Este tem sido meu caminho”, revelou à revista.

O povo brasileiro, a cultura do país e da nossa gente deve muito a Nei Lopes, um artista grandioso e um ser humano admirado por todos que o conhecem.

Viva Nei Lopes! E obrigado por tudo! 



terça-feira, 3 de maio de 2022

Dia de curtir e babar com os nossos netos


Diz um ditado, atribuído a Cícero Fabiano, que na vida temos três infâncias: a nossa, a dos nossos filhos e a dos netos. A primeira talvez não se consiga viver plenamente tendo em vista as limitações próprias da idade. Na segunda, somos limitados pelo medo, a responsabilidade e os deveres próprios dos pais. Mas, na terceira, aí, sim, alcançamos a plenitude da infância, no que ela tem de belo e prazeroso.

Temos, eu e a Stela, dois netos que são os exemplos maiores desse terceiro momento da vida, com todas as belezas correspondentes à infância. O Juliano, de três anos e três meses, e a Martina de um ano e seis meses. São os presentes que Deus nos concedeu pelo nosso filho Ramiro e a nossa nora Vanessa.


Também foi dito pelo Mestre Ariévlis que “os netos são a sobremesa da vida”. A parte doce, saborosa, que apreciamos por último, por isso mesmo com intensidade sem par e sem fim. Podemos juntar a esse pensamento o de Nino Carneiro, segundo o qual “brincar com os netos, é estender a vida e trazer de volta os sabores da infância”.

Hoje é um dia consagrado no calendários aos netos. Por isso mesmo, rendemos nossas homenagens ao Juliano e a Martina por meio dos poemas abaixo. Beijos crianças e nossos votos de saúde e prosperidade para vocês e todos os netos deste mundo.


Martina

José Carlos Camapum Barroso

 

Ela é bela como a estrela

A guiar o barco à vela

Na escuridão do mar

 

O arco-íris, e o brilho

De tantas cores no trilho

Surgido pela luz no ar

 

O rasgo de um cometa

Mesmo longe do planeta

Faz o homem admirar:

 

O infinito do Universo

Que não cabe em versos

Do humilde poeta de cá.

 

O nome dela é Martina...

De Marte, tão pequenina

Da Terra, é o sol, o luar

 

Luz refletida no céu

Entre nuvens de um véu

Que cobre de ternura o ar

 

Martina, essa menina...

É bem mais que luz divina,

Nos ilumina pra nos salvar!



Juliano

José Carlos Camapum Barroso

 

Um menino que é rei

Da nossa civilização

Depois do Agnus Dei

Entre a cruz e o coração

 

Pássaro da antiguidade

Em voo de revolução

Traz a modernidade

Nos versos desta canção

 

Sinônimo do saber

Transborda em Juliano

A sede do conhecer,

 

O astro do amanhecer,

Ao despertar cada ano

Razão maior de viver