Falar
do talento de Rodrigo Kramer é chover no molhado. Falar sobre “Historinhas (Im)Pessoais
Cheias de Meias Verdades” é chover em um terreno fértil e promissor da
literatura que se faz hoje no interior do Brasil. A obra, recém-saída da
Editora Kelps, e com lançamento previsto para junho, aborda temas do cotidiano
familiar, de uma forma bem distinta, cheia de alegrias, curiosidades, fazendo
uso de uma linguagem simples, mas profunda quando observada pelo lado humano e
afetuoso.
Uma
família como as demais, nas coisas do dia a dia, com a peculiaridade de ter
crianças com PCDs (pessoas com deficiência), é exposta ao público leitor por um
texto sincero (cheio de meias verdades), numa visão da vida (im)pessoal, com o
objetivo não apenas de entreter, mas também de trazer a este mundo tão carregado,
opressor e injusto, um tanto de empatia e um quanto de identificação com cada
um de nós.
Os textos foram incialmente publicados nas
redes sociais, alguns deles tive a oportunidade de conhecer por lá. São
histórias domésticas que se estendem para os ambientes de trabalho, escolares e
de lazer. Os protagonistas são o papai, a mamãe e as crianças. Eles aparecem de
forma genérica, geralmente na primeira pessoa, desvendando um pai sempre
atrasado, um mãe superprotetora, um filho metido a sabichão e os outros dois
com paralisia cerebral.
As diversas aventuras do cotidiano nos fazem identificar situações que levam a reflexões interessantes e profundas. Por que não vivermos de forma simples e prazerosa situações que, em tese, seriam plenamente adversas, constrangedoras, ou mesmo desanimadoras para qualquer dos seres meramente mortais que fazem parte de uma existência finita?
Vamos
sendo conduzidos pelas historinhas, no diminutivo por que são curtas, página a
página, a um mundo que pode ser justo, compreensível e humanizado. Somos
convidados a evoluir nessa existência, pelo fato de sermos capazes e termos
sidos criados e destinados para tanto. O próprio autor confessa, já nos agradecimentos,
ter sido transformado “de um vampiro melancólico em um ser humano amoroso”. E agradece
ao amor de sua vida, sua esposa, musa, companheira e amiga, que ele carinhosamente
chama de gata, por tudo isso e muito mais.
E
nós, reles mortais, ainda carentes de alguma dose de engrandecimento e empatia,
aprendemos muito sobre essa vida tão passageira, finita e limitada. Aprendemos
pelo menos a dizer às pessoas que fazem parte da nossa vida as frases que fecham
a última página da obra: “Eu te amo! Eu também te amo”.
Rodrigão,
como costumamos carinhosamente chamá-lo, parabéns, garoto, por essa bela obra! E
obrigado por nos ensinar muito do que você aprendeu nessa vida tão singular e
grandiosa, cheia de desafios e conquistas, com todos os altos e baixos de
qualquer existência neste mundo. Neste vasto mundo!
Que lindo! Leio isso com o coração palpitando de emoção... Belas palavras Zeca, agradeço demais o texto principalmente quando enfatiza a parte evolução pessoal. Só agradece né!?
ResponderExcluirAbraço, Rodrigo. E mais uma vez, parabéns pela obra.
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