Os dias da semana têm conexões para todos os
gostos, crenças, história e literatura. A semana de sete dias vem desde a antiguidade.
Povos da mesopotâmia e hebreus relacionavam esse número à criação do mundo, às
fases da Lua e a ritmos naturais que conseguiam observar.
Continuou assim pelo Império Romano, pela expansão do cristianismo e do islamismo,
até estabelecer-se como modelo da organização do trabalho.
Digo isso, e direi outras coisas correlatas,
porque recebi pelo WhatsApp um poema belo e interessante falando dos dias da
semana (leia abaixo). Veio do amigo, poeta, escritor, desembargador e membro da Academia
Goiana de Letras (AGL), Itaney Campos, conterrâneo de Uruaçu. Em seus versos, o mestre
passeia pelas considerações, fantasias diversas que se fazem sobre o que cada dia
da semana representa em nossas vidas.
No Império Romano, os dias foram identificados com
os sete corpos celestes que se destacavam: Sol, Lua, Marte, Mercúrio, Júpiter,
Vênus e Saturno. Cada um ligado a um dia específico, tradição que influenciou
muitos calendários ao redor do mundo, especialmente os de língua inglesa e
francesa.
No português, o cenário atual começou a ser
moldado na Idade Média, com forte influência do cristianismo. Em vez de manter
nomes ligados a deuses e planetas, líderes religiosos passaram a usar uma
nomenclatura voltada ao calendário litúrgico, em especial ao período da Páscoa.
O Domingo vem do latim “dies Dominicus”, dia do
Senhor, reservado ao culto cristão. O Sábado do “shabbat”, em hebraico, ligado
à ideia de descanso semanal. Os dias da semana, pela ordem, receberam a junção
de “feiras”, entendidas como dias dedicados ao trabalho.
Pessoas amam a sexta-feira e destilam ódio à
segunda-feira. Conheci alguém que, no domingo, logo depois da almoço, já
expressava um tremendo mal humor, fechava a cara, respondia com monossílabos.
No final do dia, início da noite, nem respostas dava. Mas, nas sextas-feiras,
era outra pessoa, simpática, de boa prosa e humor contagiante.
Há quem guarde o sábado, outras, o domingo; uns
mais, outros menos, piamente. Variações que deixam claro: o calendário não é
apenas uma ferramenta prática, mas também retrata mudanças de crença, de poder
e de organização social.
Bom dia, do Senhor! Divirtam-se com esse belo poema.


















