quarta-feira, 31 de maio de 2017

Mané Garrincha dribla coveiros e some do cemitério


Mané Garrincha conseguiu driblar até os coveiros do cemitério municipal de Raiz da Serra, em Magé, na Baixada Fluminense do Rio de Janeiro. Deu uma guinada de corpo pra cá, outra pra lá, e sumiu pela direita, como sempre fazia com seus marcadores. Garrincha deve estar, livre daquela cova “nem larga nem funda”, circulando pelos bailes de gafieiras das noites cariocas, como também sempre fazia, e com esmero.
Esse prolegômeno todo é para dizer que um dos maiores craques da história do futebol mundial, um jogador hour concour, Manuel Francisco do Santos, vulgo Mané Garrincha, simplesmente desapareceu do cemitério. Não se sabe mais onde está enterrado o corpo desse extraordinário jogador de futebol.


A notícia está em todos os jornais e veículos de comunicação desta quarta-feira, dia 31 de maio de 2017, para surpresa e espanto do povo brasileiro tão vilipendiado por notícias desastrosas nos últimos anos. Pasmem, a direção do cemitério não sabe onde estão os restos mortais de Garrincha. Os burocratas acreditam que devem ter desparecidos durante o processo de exumação.
Garrincha, com seus dribles geniais, sua extraordinária criatividade, apelidava de “João” os adversários que se tornavam suas vítimas, principalmente os laterais esquerdos. Dezenas de jogadores receberam esse carimbo, enquanto Garrincha esteve em plena atividade. Muitos deles aceitavam humildemente essa pecha e até faziam brincadeiras com o apelido.
Mané é uma redução de Manuel, de uso corrente e popular. No sentido figurado, significa aquele sujeito otário, metido a sabido, que na realidade não passa de um “Mané”. Garrincha era Mané por causa da primeira versão. Mas os burocratas do cemitério de Magé não passam de verdadeiros “Mané”, no segundo significado.


Os burocratas de Brasília tentaram, alguns anos atrás, mudar o nome do Estádio Mané Garrincha para Estádio Nacional de Brasília. Levaram uma rasteira da opinião pública e também foram driblados e humilhados pelo gênio da bola.
Comentário da administradora do cemitério:
“Pelo que a gente pesquisou, não se tem certeza de que ele está enterrado. Houve uma informação de que o corpo foi exumado e levado para um nicho (gaveta no cemitério), mas não há documento da exumação”.
Comentário de Rosângela Santos, filha de Garrincha:
“Meu pai não merecia isso”.
Sem maiores comentários. Vamos ouvir o canto de Moacir Franco sobre o camisa 7 para nos ajudar a afogar mágoas.


3 comentários:

  1. Esse Mané sempre entortando um alemão....

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    1. Pois é, Carlos, o drible dele vale mais do que o 7 a 1...

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  2. Zé Carlos,
    que loucura! Só mesmo brincando para não chorar.
    Quanto desrespeito à memória nacional. A "Alegria do Povo" deveria estar no Panteão dos imortais da República.
    abraço, Marlon.

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