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Foto: Mônica Lacerda |
A cultura está sendo
um oásis nesse deserto do mês de agosto em Brasília, sempre muito seca, quente,
coberta de poeira e de fumaça. Nesse sentido, vem aí o projeto Ventos
Brasilienses, que faz parte da programação do grupo instrumental De Vento
em Popa, que este ano comemora 25 anos de sua fundação. Além de comemorar o jubileu de prata, o grupo não esconde o entusiasmo em se reencontrar com o
público depois de atividades suspensas pela pandemia.
A população
beneficiada não será a do Plano Piloto, mas, sim, de cidades periféricas, como
Planaltina, Taguatinga e São Sebastião. O espetáculo levará a esse público,
além de boa música, uma proposta de “democratização
da cultura para despertar o interesse das novas gerações para a música,
principalmente dos alunos dessas escolas. Tem também a parte pedagógica, onde explicaremos
os contextos históricos de cada obra, as origens dos instrumentos que compõem a
equipe e suas particularidades”, conforme explica a fundadora e
coordenadora do grupo Madelon Guimarães.
Ao todo, serão
seis apresentações, duas sessões em cada escola: Centro de Ensino Especial de
Planaltina (11/08), Centrão Taguatinga (22/09) e Centro Educacional Chicão, em
São Sebastião (21/10). Com o objetivo de alcançar o público mais diversificado possível,
englobando alunos, seus familiares, comunidade local e pessoas com deficiências,
Ventos Brasilienses propõe ir além de
um momento em que músicos tocam e a plateia assiste.
O projeto, que
foi contemplado pelo Fundo de Apoio
à Cultura da Secretaria de Economia Criativa do Distrito Federal, intercala
o repertório erudito e popular de música brasileira com muita informação e
troca. Há toda uma didática envolvida, mas repassada a partir de uma dinâmica
envolvente e imersiva. “É uma
possibilidade para que jovens despertem para a música. Não apenas para tocarem
algum instrumento, mas para tomar conhecimento da existência de outros estilos,
da riqueza da nossa música. A música expande os horizontes, educa, coloca
beleza e arte na vida das pessoas, sensibiliza. É nossa missão compartilhá-la”,
afirma Madelon.
Além dos
ensaios musicais, o grupo se preparou para levar a melhor experiência a o
público, com direito à oficina sobre estratégias de acessibilidade que serão
utilizadas em geral e em cada escola em particular. Para o repertório, Madelon
revela algumas obras que serão executadas como Águas de Março, Aquarela do
Brasil, Sapato Velho, Tico-Tico no Fubá, Apanhei-te Cavaquinho e Carinhoso.
De Vento em
Popa nasceu de uma proposta pedagógica, unindo cinco alunos de flauta
transversal e a professora Madelon Guimarães. O grupo iniciou suas
apresentações como um sexteto de flautas, uma formação rara, tendo em vista que
os grupos mais tradicionais de música de câmara entre as flautas é o quarteto.
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Foto: Mônica Lacerda |
O trabalho do
grupo se firmou, e percebeu-se a necessidade de incluir uma base para o grupo
de flautas, com baixo, violão, piano e percussão. Atualmente, o grupo é
integrado por Beatriz Campos, Daniela Martins, Henrique Pamplona, Larissa
Martins, Mariana Moreno e Madelon Guimarães (flautistas), Osmar Oliveira (baixista),
Alessandro Borges (violonista), Ana Cândida Gobbi (pianista) e Bruno Caselato (percussionista).
Como arranjadores, colaboram com o grupo importantes músicos do cenário
cultural brasiliense: Elenice Maranesi, Luiz Duarte, Bosco de Oliveira, Paulo
André Tavares, Joel Barbosa, Lucas de Campos e Carlos Galvão, entre outros.
Outro ponto
importante da proposta artística do grupo é o foco dado, cada vez mais, para a
Música Brasileira Erudita e Popular. O repertório homenageia grandes
compositores como Ary Barroso, Jacob do Bandolim, Pixinguinha, Waldir Azevedo,
Garoto, Tom Jobim, Caetano Veloso, Ernesto Nazareth, Paulinho da Viola, Liduíno
Pitombeira, Carlos Galvão, Elenice Maranesi e Villa-Lobos, interpretando
diferentes estilos: choro, bossa nova, baião, jazz e samba, por exemplo. Mas, ao
mesmo tempo em que divulga repertório consagrado, mantém-se aberto para novas perspectivas
de atuação cultural, com apresentação de composições originais.
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Foto: Mônica Lacerda |
Resultado de muito trabalho e dedicação, o grupo acumula centenas de apresentações em espaços como Clube do Choro de Brasília, Casa Thomas Jefferson, Teatro Nacional Cláudio Santoro, Espaço Cultural Renato Russo, Sala Funarte, Centro de Convenções, shoppings centers, escolas públicas entre outros espaços da do Distrito Federal, além de outras cidades brasileiras. Em 2018, esteve na França, a convite da L’École de Musique de Danse et de Théâtre de L’Agglomération Elbevienne, onde fez uma série de apresentações e oficinas. Também realizou um concerto na cidade de Rouen, na Le Magasin de Musique Eric Gervais, com apoio da Secretaria de Cultura /FAC –DF.
Serviço:
Ventos
Brasilienses, com o grupo De Vento em Popa
11/08- Centro
de Ensino Especial de Planaltina (às 10h e às 14h)
22/09- Centrão
Taguatinga (às 16h15min e às 19h30min)
21/10- Centro
Educacional Chicão (às 11h e às 13h)
Classificação:
livre
Entrada:
gratuita e por ordem de chegada, respeitando-se a capacidade máxima do espaço
Informações:
(61) 99939-1318
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