Neste domingo de um período ainda eleitoral, véspera do Dia
das Crianças e de Nossa Senhora Aparecida – padroeira do Brasil (!) –, peço
licença para falar mais uma vez sobre um dos maiores problemas da humanidade: o
feminicídio.
Apesar de uma tímida redução de 3,2% no período de janeiro a
julho deste ano, na comparação com o mesmo período do ano passado, o Brasil
registrou o triste número de 848 feminicídios nos sete primeiros meses de 2026.
Como se não bastasse, o país mantém uma média de aproximadamente quatro
mulheres assassinadas por dia em razão de gênero.
O Sudeste do Brasil – não o Nordeste (!) – tem o maior
número de casos, 302 no período pesquisado. O Sul e o Centro-Oeste – não o Nordeste
(!) - foram as regiões que apresentaram
alta, enquanto as demais apresentaram queda.
Além da minha luta dia a dia, nas redes sociais, acrescentou
aqui um simples poema para se somar a luta contra essa vergonha da humanidade.
Luta que é de todos nós.
Beijos nos corações femininos.
José Carlos Camapum Barroso
Matam é por que não amam
O ideal de ser humano.
Tecem ódio e proclamam
Fúrias, fúrias! Ano a ano...
Desamor corre no sangue,
Numa alma embrutecida,
Veia vertida, exangue
Ante a grandeza da vida.
Matam o ser que os ama
Novo amor feminino...
Graça e glória do Divino
Espírito Santo consola
Pai, filho, neto, irmão...
Espelhos da criação.
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