domingo, 3 de agosto de 2014

Domingo é dia que pede cachimbo, poesia e música...

Domingo é dia de repouso. Também é dia de rever memórias, livros, fotos, textos e poesias. E repassar tudo isso para os amigos, compartilhando e tirando proveito do que as redes sociais nos fornecem. Hoje é possível compartilhar com  todos, todo e qualquer momento de nossas vidas. A dificuldade está em escolher o quê, quando e de que forma dividir. Como hoje é domingo, que "pede cachimbo", e o cachimbo é de ouro, capaz de bater no touro, seguem alguns versos, cheios de esperanças de que ajudarão o final de semana de todos. Beijos.




Canção de adeus

José Carlos Camapum Barroso
(Para Goethe)

Vou andar sobre nuvens
E tocar estrelas no céu,
Lustrar o brilho da Lua
E filtrar os raios do Sol.
Acariciar o vento Oeste,
Antes que sopro Leste
Traga fúria dos Deuses.
Em vez de lua Nova,
Quero o brilho da Cheia
A refletir, na areia da
Praia, sonhos de então...

Bem acima dos montes
A planar no Horizonte
Como o voo da Águia,
Verei a fonte dos rios,
O espelho dos Lagos
A refletir a grandeza
Da natureza Divina.
E nos olhos, lágrimas,
Pura gota de orvalho,
Um prisma de cristal
De saudades de então...

Tão perto do infinito
Mas distante dos meus...
A gritarem bem forte:
Por que o vento Norte
Não ouve a voz de Deus?
Ventos de tanta altitude,
Não escolhem Latitude,
Apenas cobrem a Terra
No manto da sagração.
É folha de esperança!
Como choro de criança,
Que jorra do coração...

(Brasília, 03.08.14)
  



Some-te, abóbada
torva e sombria!
Éter cerúleo,
verte a alegria
neste lugar!
As nuvens sumam-se!
Brilhar, cardumes
dos sois noctívagos!
Suaves lumes,
brilhar! brilhar!
Lindezas célicas,
cercai este homem
com danças lânguidas
que todo o tomem
de almo langor.

(Goethe, in Fausto)


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