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Eu, meu pai Juarez, minha mãe Iracema, com Mozart nos braços |
Esta segunda-feira é dia da Juventude. Também dia Internacional pelo Desarmamento. E de quebra dia da Revolução e do Soldado Constitucionalista, daqueles que lutaram pelo respeito à Constituição. Valores que, com certeza, foram decisivos para que eu viesse ao mundo naquele longínquo 9 de julho de 1954, por volta das 15h30. Teimosamente, porque a natureza fez de tudo para que o rebento não rebentasse e não visse a luz do dia.
Conta minha mãe Iracema que quando nasci vi a morte de perto.
Tanto que o médico achou por bem me batizar logo ali, com o nome de José.
Passado o susto, já no quarto, quando ficou sabendo que o seu primogênito,
teimosamente, iria sobreviver, dona Ira – como a chamamos carinhosamente –
resolveu manter o nome escolhido pelo médico, acrescentando Carlos, e
abandonando a sua própria escolha, que era a de me dar a graça de Rui.

Acredito também que Uruaçu não é lugar para se morrer, mas sim para se viver ampla e intensamente. Por isso mesmo, sou duplamente agradecido a vovô Toim, que teve a ideia de mandar minha mãe pra Anápolis. Hoje, posso dizer orgulhoso: sobrevivi em Anápolis e não morri em Uruaçu.
Até gostaria de saber como minha mãe fez para sobreviver à penosa viagem de Uruaçu até Anápolis. Ela é piauiense e como todo nordestino, antes de tudo, uma mulher muito forte.
Enfrentou estrada de terra, muita poeira, buraco e costela de vaca – pois, era julho e não chove no inverno goiano, mas fazia e faz até hoje frio em Anápolis. Um dia inteiro de viagem... Saía-se cedo de Uruaçu e chegava-se no final da tarde em Anápolis. Quase doze horas na boleia do caminhão de Seu Joaquim Caetano, sacolejando, passando calor e respirando poeira...

Os médicos venceram e eu ganhei na sorte grande. Sobrevivi e minha
mãe, também. Melhor que ganhar um prêmio acumulado da Mega Sena. Acho que é por
isso que eu jogo e não consigo acertar nada na Loteria. Ninguém tem uma sorte
dessas duas vezes...
Nasci no meio da tarde. Anápolis faz até um friozinho gostoso no
mês de julho. Brasília, nessa época, também, que até me faz lembrar aquele dia de
inverno... Queria mesmo estar em Anápolis, nascendo novamente, sobrevivendo
mais uma vez, curtindo aquele tempinho ameno de julho... Sem sofrimentos para
Iracema, claro, uma criança de 16 anos que então tornava-se mãe...
Parabéns cunhado!! Seu nascimento foi uma verdadeira aventura! Iracema era só menina .
ResponderExcluirParabéns meu amigo. Deus sabe o que faz. Deixou esse menino bem vivinho para que fosse um presente para os seus amigos. E eu sou um felizardo por tê lo como meu amigo.
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