sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Três músicos, três corações do Brasil imensamente musical

Santa Cecília, a padroeira que inspira os músicos
Comemorar o Dia da Música e dos Músicos é bom demais da conta. Viver esse dia numa sexta-feira, melhor ainda. Músicos como os mestres Plínio Fernandes Teixeira e Sidney Barros, mais conhecido por Gamela, ambos de saudosa memória, e também o maestro e amigo Joaquim Thomaz Jaime, o Nega, são nomes ideais e a melhor  opção para se comemorar esta data e também para se reverenciar o talento de músicos brasileiros e de todos os recantos do mundo
Plínio do Cavaquinho de Uruaçu
Mestre Plínio nasceu em Nazário, Goiás, mas viveu boa parte de sua vida na nossa querida Uruaçu, terra de uma musicalidade invejável. Aprendeu a tocar cavaquinho aos 4 anos de  idade e, aos 7 anos, já se apresentava em festinhas de sua cidade natal. Em Uruaçu, juntou-se ao talento de músicos como tia Zizi (violino), Aleixo (sanfona), Diogo (voz e violão), Chico Alfaiate (violão e voz), Antenor Monturil (violão), e tantos outros que foram sendo atraídos pela sua simpatia e pelo prazer que nos proporcionava.
O cavaquinho que Plínio carregava cuidadosamente foi escolhido por ninguém menos do que Jacob do Bandolim. O instrumento está bem guardado pela família, no estojo original e com a nota fiscal da compra. Plínio também fez parcerias musicais com João Garoto, Paulo Amazonas e o a turma de Goiânia conhecida como Amigos do Samba, entre os quais o inesquecível Quietinho do violão de sete cordas. Ao Plínio ofereço, com muito amor e carinho, Pedacinho de Céu.
O talento do Maestro Joaquim Jaime
Mestre Joaquim Jaime, o Nega, atualmente é maestro da Orquestra Sinfônica de Goiânia, depois de ter fundado e conduzido durante muitos anos a Orquestra Filarmônica do Estado de Goiás. Nasceu em Niquelândia, cidade de onde saíram as famílias que iriam fundar Uruaçu. Pra provar que esse mundo é pequeno, embora vasto, Plínio, nos tempos de solteiro, antes de conhecer dona Maria Luíza, com quem se casaria no ano de 1955, conheceu e namorou Marilu Jaime, musicista e a irmã que ensinou o Nega a tocar piano – isso lá pelas bandas de Nazário e depois, Pirenópolis. Ao maestro, vale a pena oferecermos Mozart.
Gamela, que poucas pessoas conheciam pelo nome de batismo, Sidney Barros, é um dos grandes instrumentistas da história musical brasileira. Infelizmente, resolveu partir bem mais cedo do que o combinado e nos deixou em maio deste ano. Era um exímio violonista e um professor dedicado e criativo - autodidata, criou o seu próprio método para ensinar violão. Foi o primeiro professor de harmonia de Rafael Rabelo e ajudou a formar músicos como Herbert Vianna, Cássia Eller, Dado Villa-Lobos, Zélia Duncan, Rosa Passos, Nelson Faria, Paulo Ricardo, Lula Galvão, Daniel Santiago, Hamilton de Holanda e tantos outros.
Gamela, professor e exímio violonista
Para que ninguém diga que somos bairristas, Gamela não nasceu em Goiás, mas sim em Barreto, São Paulo. Porém, sempre há um porém, veio muito cedo pra essas bandas, atraído pelo sonho da nova capital da República, Brasília. Constituiu família em Anápolis, onde tinha casa e veio a falecer em 16 de maio deste ano. Ao Gamela, a homenagem mais justa é por meio de Luiz Bonfá, de quem ele foi um grande representante no mundo. Abaixo, uma belíssima interpretação de Bonfá feita por Charlie Byrd.
Esses são os três músicos que este blog homenageia em nome de todo o universo musical. Pedimos a benção a Santa Cecília, padroeira dos músicos, para que derrame suas graças e continue a iluminar e a inspirar essa gente de tanta sensibilidade e talento.
Há dois textos neste blog sobre música e músicos que, de repente, até vale a pena ler ou reler. Clique aqui para o de 2011 e aqui para o texto de 2012.


 

2 comentários:

  1. Ao ouvir "Meu Pedacinho do Céu" foi como se tivesse assistindo seu Plinio tocar o seu cavaquinho maravilhosamente. Muito boa homenagem Zé Carlos. E aos outros também. Ótimas postagens musicais, além das lindas palavras. M Selma

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    1. Selminha, Pedacinho do Céu me remete direta e rapidamente ao mestre Plínio. Nas rodadas musicais, ele, várias vezes, tocou essa música para mim, porque sabia que eu gostava muito, e gosto ainda. Obrigado pela sua participação sempre carinhosa aqui no blog.

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