Quem
é de Brasília, ou mora por aqui há algumas décadas, sabe quem é ou já ouviu
falar de Adriano Faquini, artista talentoso, compositor, guitarrista e cantor
de uma voz inconfundível. O que ninguém poderia imaginar na carreira desse
músico seria a possibilidade de uma gravação de um single com Ney Matogrosso,
que também tem história por Brasília e tornou-se um cantor consagrado e
admirado no cenário cultural brasileiro.
Mas,
é isso mesmo. No dia 18 de setembro, próxima quarta-feira, chega às plataformas
de streaming a canção Montaria. Nela, Faquini divide os vocais com um dos
ícones da música brasileira: Matogrosso.
![]() |
Foto: Antonio Fonseca Fernandes |
Entusiasmado
com o projeto, o cantor, que é do Rio de Janeiro (RJ) mas está radicado em
Vitória (ES), lembra que escreveu essa música em 2002, quando morava em São
Francisco (EUA). E acrescenta que “vinte anos depois, já de volta ao Brasil,
sonhei que a cantava com o Ney. No dia seguinte, o produtor Gabriel Ruy me
chamou para uma reunião e disse: ‘O que você acha de cantar essa música com o
Ney Matogrosso?’.
Faquini
diz que a história é longa, mas para resumir, acrescenta: “eu, literalmente,
estou realizando um sonho com Montaria”. Ao receber a canção em violão e voz,
Ney Matogrosso comentou: “É uma música forte e me remete à obra do cantor de
flamenco Camarón de La Isla. Vai ser um desafio cantá-la, mas eu topo”. Com
distribuição digital da GRV Música Media e Entretenimento, o single está com pre-save
disponível.
![]() |
Foto: Rui Faquini |
Quem é Faquini? – Adriano
Faquini Iniciou sua carreira em 1985, como vocalista da banda Liberdade
Condicional, participando de gravações, shows e eventos que marcaram época
durante o boom do Rock Brasília. No mesmo ano, lançou-se em carreira solo e
estava entre os artistas preferidos da cidade ao lado de nomes como Cássia
Eller, Zélia Duncan, Renato Matos. O palco do legendário Bom Demais era sua
segunda casa.
Ao
longo das décadas de 80 e 90, entrou com sua voz inconfundível em inúmeras
parcerias e projetos ao lado de expoentes da música local como Renato
Vasconcellos, Toninho Maya, Haroldinho Mattos, Elenice Maranesi e muitos outros
reconhecidos instrumentistas da cidade, além de cantores como Renato Matos,
Célia Porto, X Câmbio Negro.
Por
ocasião dos 31 anos de Brasília, ao lado de Cássia Eller, Zélia Duncan, Dinho
Ouro Preto e Renato Matos, participou das festividades com a gravação de um
videoclipe e grande show na Esplanada dos Ministérios para um público estimado
em 100 mil pessoas. Quando a capital completou 50 anos, lá estava ele no mesmo
lugar se apresentando no show “Brasília Canta Sua História”.
Em
1994 teve a oportunidade de mostrar sua verve de compositor com o lançamento do
álbum “Tom da Cor”, com músicas autorais, interpretações e versões. Em 1995 foi
finalista no festival Canta Cerrado da Rede Globo com a composição “Lis Blues”
e em 1998 gravou um single promocional para o dia dos pais da música “Feelings”
que vendeu 100 mil cópias do CD vinculado à compra do jornal o Dia, no Rio de
Janeiro.
Nos
anos 2000 se apresentou pelo Brasil, países europeus, Japão e Estados Unidos.
Desde 2007, reside em Vitória, onde tem realizado parcerias com músicos e
produtores locais como Saulo Simonassi, Gabriel Ruy, Ricardo Caxalote, dentre
outros.
Adriano Faquini e Ney Matogrosso: vocais
Adriano Faquini: letra e música
Gabriel Ruy: direção musical, arranjos e percussão eletrônica
Chico Chagas: acordeom e teclados
Hugo Maciel: baixo
Edu Szajnbrum: percussão
Marcelinho da Lua: gravação
Jackson Pinheiro e Igor Comerio: edição de áudio
Igor Comerio: mixagem
Rafael Oliveira e Douglas Lopes: produção executiva
Antonio Fonseca Fernandes: gravação e edição de vídeo
GRV: distribuição digital
Serviço:
Lançamento do single Montaria
com Adriano Faquini feat Ney Matogrosso
18 de outubro
Pre-save https://bfan.link/montaria
Pelo WhatsApp, recebi o comentário super interessante do amigo, jornalista, poeta e escritor Luís Turiba:
ResponderExcluir"Que notícia importante e surpreendente essa, Zé Carlos, que você está nos dando.
Sinto-me feliz por ter novas informações sobre Adriano Faquini, cantor da voz única que fez muito sucesso em Brasília nas décadas 80, 90 anos 2.000. Ele havia desaparecido do meu radar. Que bom que voltou
Faquini cantava com Cássia Eller num bar-café da Cristina Roberto, o Bom Demais, que ficava na W-3 Norte, acho que na altura da 505/506 ou 706. Por ali. Depois foi para o CCBB onde funcionava com uma livraria.
O Bom Demais naquela época, enchia de gente ligada em arte, música e poesia, onde ouvíamos a dupla cantar - Cássia e Faquini - juntos ou em shows individuais. Ela com sua voz forte, ele afinadíssimo , uma oitava acima.
Adriano era filho do fotógrafo Faquini , um craque em tirar belas e históricas fotos do cerrado e da arquitetura de Brasília.
O Bom Demais foi um importante point da Cultura brasiliense naquela épocA. Terá um capítulo especial no meu livro autobiográfico de memórias cujo título provisório é "Viva Zé Pereira: Aventuras e Desventuras de uma Geração."
Agora você , Zé Carlos, nos trás a boa nova.
Gostava tanto do Adriano que o contatei/contatei para gravar duas canções que fiz em parceria com Renato Matos. Uma delas - Paris está em chamas - ficou muito linda na voz dele com Renato Matos. Saiu junto com o meu premiado livro "Cadê?", em 1998.
Agora estou entusiasmado com a notícia que você nos trás, desta gravação de Faquini com o maravilhoso Ney Matogrosso.
Louco para ouvir a gravação e conte comigo para divulgar esta canção que tem tudo para ser um grande sucesso.
Meu abraço em você, no Adriano, no Renato e no Nei Matogrosso".
Valeu, Turiba. Seu comentário enriquece, e muito, o post sobre esse novo projeto do Faquini. Abraço e obrigado.
ExcluirCaramba sou muito fã do rock de Brasília e não conhecia Adriano Faquini agora vou explorar por aqui.
ResponderExcluirFaquini tem seu valor no mundo musical de Brasília. Marcou época por aqui. Abraço e obrigado Rodrigo.
ResponderExcluir