terça-feira, 17 de julho de 2012

A luta nossa de cada dia pela preservação das florestas

O desmatamento cresceu assustadoramente no Mato Grosso...
...Mas continua sendo uma prática comum também em Santa Catarina
Quase 1.500 municípios brasileiros estão hoje de alguma forma sujeitos ao processo de desertificação, em nove estados do Nordeste, na região do norte de Minas Gerais e do noroeste do Espírito Santo. Isso corresponde a 1,3 milhão de quilômetros quadrados ou quase 16% do território nacional. É assustador pelo fato de que toda a nossa região do semi-árido corre o risco de virar deserto no curto prazo de apenas 60 anos.
Precisamos divulgar e destacar esses dados nesta data de hoje, 17 de julho, reservado no calendário como Dia Internacional de Proteção às Florestas, que são as nossas proteções contra o avanço da desertificação e, na realidade, sinônimos de vida. E não basta apenas preservá-las. Temos que trabalhar intensamente no sentido de recuperação das áreas degradadas.
Não podemos nos esquecer da importância das florestas brasileiras para a humanidade. Em termos de diversidade biológica, por exemplo, o Brasil tem uma situação ímpar no mundo. Cerca de um terço da biodiversidade mundial está localizada em nosso país, em ecossistemas únicos como a Floresta Amazônica, a Mata Atlântica, os cerrados, áreas úmidas e ambientes marinhos, entre tantos outros.
No ano passado escrevi aqui sobre a saga da Amazônia, lembrando o canto e a luta do mestre Vital Farias na defesa de nossas florestas. Já enalteci também a arte de Elomar Figueira de Melo, cantador baiano, poeta e menestrel, que tem dedicado boa parte de sua vida a exultar o sertão – sua flora, sua fauna e sua gente.
Na região do pantanal mato-grossense, também de vital importância para o meio ambiente, o violeiro Almir Sater (foto acima) tem feito um trabalho relevante e que precisa ser valorizado. Mais ainda em virtude do vertiginoso crescimento da destruição de florestas na Amazônia mato-grossense. O estrago provocado por motosserras dobrou de agosto do ano passado a março deste ano, com o surgimento de 637 quilômetros quadrados de desmatamento na região.
E pra enfrentar tanto poder destruidor incentivado pela bancada ruralista no Congresso Nacional, resolvi convocar também a voz aguda e sonora de Tetê Espíndola, conterrânea de Almir Sater e parceira na luta pela preservação das florestas nacionais. Sater canta sua bela canção Ando Devagar. E Tetê interpreta de maneira mágica Cio da Terra, de Milton Nascimento e Chico Buarque de Holanda.
Essa luta – que não é apenas dos artistas engajados, mas de todos nós, brasileiros – continua companheiro!


2 comentários:

  1. "Cipó caboclo tá subindo na virola
    chegou a hora do pinheiro balançar...sentir o cheiro do mato , da imburana , descansar morrer de sono na sombra da barriguda...
    .
    .
    .

    Quem hoje é vivo, corre perigo..."

    A música (uns chamam "cipó caboclo", mas parece que o nome é 'matança",música do cancioneiro popular)diz tudo sobre a agressão que nossas matas, florestas sofrem. vejam um vídeo em que ela é cantada pelo maravilhoso Xangai...
    abraços, Melissa

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  2. Os números dispensam comentários! É uma calamidade, um escândalo, uma burrice sem tamanho, em nome do lucro predatório!!!! Essa é a responsabilidade social de que os empresários tanto se jactam!!!

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