segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Mês de agosto e as variações sobre o desgosto


O mês de agosto é o patinho feio do calendário. Ganhou a fama de ser o mês do desgosto por causa de confusões política como o suicídio do presidente Getúlio Vargas, o atentado a Carlos Lacerda, a renúncia de Jânio Quadros e tantas outras tensões política ocorridas no mês oito do calendário.
Mas, tal crença vem de muito tempo. Os romanos, que deram o nome ao oitavo mês do calendário em homenagem ao imperador Augusto, acreditavam no mau agouro. Diziam que nesse mês uma criatura horripilante cruzava o céu de Roma expelindo fogo pelas ventas.
Outros fatos históricos se sucederam em agosto, alguns deles mais especificamente no dia 24. O martírio de São Bartolomeu, que pregava o evangelho de Jesus e promoveu a conversão ao cristianismo de milhares de pessoas na Armênia. Por ordem dos sacerdotes locais, tiraram sua pele e depois foi decapitado. Isso em 24 de agosto de 51 D.C.

Por ordem da rainha Catarina de Médice, o massacre da Noite de São Bartolomeu foi executado em 24 de agosto de 1572, com a matança que quase dizimou da face da terra os huguenotes. A expressão “o Diabo está a solta” tem origem na lenda que afirma ter sido no dia 24 de agosto a abertura das portas do inferno, por São Pedro, com a libertação do Demo.
Não nos esqueçamos que Getúlio Vagas cometeu suicídio em 24 de agosto de 1954. Quando crianças, éramos advertidos para termos cuidado ao sair às ruas no mês de agosto, por ser o mês do cachorro doido.
Nossos patrícios tinham por tradição que as mulheres portuguesas não deveriam casar no mês de agosto. O brasileiro a transformou em um ditado popular: “Casar em agosto traz desgosto”.
E a figura da sogra não poderia escapar desse vaticínio. O dia da sogra é comemorado em 28 de abril, mas a cultura popular nordestina prefere celebrar o dia dela na data em que o diabo foi solto do inferno: 24 de agosto.
Não sei se por bem ou por mal, este mês de agosto começou numa segunda-feira. E o dia 13 de agosto não cai numa sexta-feira.
Nem tudo está perdido. Então, é bom ouvir Tom Zé, que sempre nos mostra um caminho na imensidão do Universo...


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