sábado, 13 de novembro de 2021

Gentileza virou raridade na mesa dos brasileiros


Gentileza tem sido um prato muito pouco servido à mesa dos brasileiros de 2018 pra cá. Em seu lugar, uma salada de ódio com intransigência regada ao molho de negacionismo e, na sobremesa, bolo de preconceito com cobertura de vulgaridade.

Faço essa reflexão porque hoje, no mundo, comemora-se o Dia da Gentileza. Está provado que faz bem à saúde tanto de quem compartilha, quanto para quem recebe. O ato de ser gentil produz dopamina, hormônio do prazer e do bem-estar produzido pelo cérebro.

A ideia de instituir essa data surgiu numa conferência, realizada em Tóquio, em 1996, pelo World Kindness Movement (Movimento Mundial da Gentileza, em tradução livre). Mas, só no ano de 2000 foi oficialmente criado. A intenção do movimento era a de inspirar as pessoas a criarem um mundo mais gentil. Um abraço, um sorriso, uma palavra positiva, qualquer coisa nesse sentido pode mudar o dia de alguém.


Tem um ditado popular que diz “gentileza gera gentileza”. Essa frase foi criada por um homem chamado José Datrino, conhecido por carregar um estandarte escrito à mão anunciando o bem que faz ser gentil. Ele ficou conhecido como o Profeta Gentileza. E inspirou Luiz Gonzaga Júnior, o Gonzaguinha a compor a canção postado abaixo.

E Datrino está certo: a gentileza funciona como um “vírus” do bem. Quanto mais somos gentis, mais capacidade temos de exercer a gratidão. Isso contribui para que a nossa vida vá ficando melhor e mais alegre. É fácil perceber que, quando se é gentil, a “energia da gentileza” faz com que o ambiente fique melhor.


Bela D’Amor

Almeida Garret

 

Pois essa luz cintilante

Que brilha no teu semblante

Donde lhe vem o ‘splendor?

Não sentes no peito a chama

Que aos meus suspiros se inflama

E toda reluz de amor?

 

Pois a celeste fragrância

Que te sentes exalar,

Pois, dize, a ingénua elegância

Com que te vês ondular

Como se baloiça a flor

Na Primavera em verdor,

Dize, dize: a natureza

Pode dar tal gentileza?

Quem ta deu senão amor?

 

Vê-te a esse espelho, querida,

Ai!, vê-te por tua vida,

E diz se há no céu estrela,

Diz-me se há no prado flor

Que Deus fizesse tão bela

Como te faz meu amor.



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