Mês
de agosto começa, este ano, com bons fluidos para ajudar a superar a máxima de
que é o mês do desgosto. Já no dia 2, uma terça-feira, o mundo cultural tem um
encontro marcado com uma celebração cênica, poética e audiovisual, cantada em
versos e contada em boa prosa, na batida do coração.
Trata-se
do espetáculo Clodo - A Revelação, com a cantora Sandra Duailibe, um
projeto, com recursos do FAC, sobre a obra do compositor, cantor e
instrumentista Clodo Ferreira, em 2 de agosto, às 20 horas, no CTJ Hall, em
apresentação única.
Clodo
é conhecido pelo valor da sua obra e por ter constituído o trio Clodo, Climério
e Clésio, os irmãos piauienses, que fizeram sucesso no mundo musical, a partir
da década de 1970. O irmão do meio, Clésio, no deixou mais cedo do que o
combinado, em julho de 2010. Para se ter uma ideia do valor dos três, Nara Leão
só compôs uma música em sua carreira, a canção Cli-Clé-Clô, em homenagem aos três
irmãos compositores. Foi gravada no álbum Romance Popular, de 1981.
Sobre
o homenageado, a cantora Sandra diz que o conheceu, pessoalmente, há 22 anos. “Foi
um presente de Deus. A convivência me fez ver nele, além do artista que já
admirava, um homem digno, sereno, gentil e genial, que se reinventa a cada
estação. Merece ser homenageado e o Brasil precisa conhecer mais a fundo o
homem que semeia o bem e embeleza nossas vidas com arte. Clodo faz parte da
história da música deste país”, afirma a idealizadora do projeto.
Durante
o espetáculo, que contará com intérprete em libras, Sandra conduzirá o encontro
marcado por muitas surpresas. Da parte musical, serão 12 canções interpretadas
por ela, em sua maioria, Clodo e pelo convidado especial Farlley Derze. As
notas extras de afeto e talento serão dadas pela participação do violonista
João Ferreira e do percussionista Pedro Ferreira, os maiores orgulhos do pai,
Clodo. No repertório, “Cada Dia”, “Carece de Explicação”, “Corda de Aço”, “Revelação” e outros
sucessos que marcam fases e parcerias importantes de sua trajetória e de
tantos intérpretes,
a exemplo da própria
Sandra.
Mais
que um show, Clodo - A Revelação é uma homenagem ao instrumentista e compositor,
que, além, da carreira solo, tem canções interpretadas por grandes nomes como
Milton Nascimento, Nara Leão, MPB 4, Ângela Maria, Zizi Possi, Ney Matogrosso,
Fafá de Belém, Engenheiros do Hawaii, Wando, Nilson Lima, Salomão di Pádua,
Sandra Duailibe e tantos outros. A construção do evento, de forma intimista e
elegante, busca passar ao público um pouco do tanto que o Clodo é.
A
atração começa já no hall do teatro. Momentos da história de Clodo serão
revelados através de um painel fotográfico e de um telão, onde lhe serão
dedicados depoimentos. Também haverá exposição de 32 obras feitas a partir da
fusão da fotografia e pintura digital—nova faceta artística de Clodo--, além de
um espaço para comercialização de livros e produtos fonográficos dos artistas
que compõem esse espetáculo.
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Os irmãos Clésio, Climério e Clodo |
Sobre
o espetáculo, o homenageado diz que o enche de alegria. “Primeiro: ela já
gravou a música Revelação em versões ótimas e é uma cantora expressiva, que
enriquece a produção musical com sua energia positiva. Segundo: este reconhecimento
muito generoso é também um presente de aniversário, já que completarei 71 anos
de idade em 30 de julho.”
Clodo
se diz enaltecido por receber tudo isso na cidade onde ele mora desde os 13
anos. “Trago lembranças eternas de minha terra natal, mas foi em Brasília que
fiz meu trabalho. Ela também resgata canções com meus irmãos e inclui no
repertório canções mais recentes, conta a história e apresenta duas produções
atuais: as peças visuais e a música instrumental em partitura. Para completar,
ainda envolve meus filhos”, declara o homenageado.
A
partir da capital do país, o artista, nascido em Teresina, no Piauí,
desenvolveu uma carreira de muitos frutos ao longo de cerca de 56 anos,
cantando e compondo só, com os irmãos Clésio e Climério, e também com artistas
de renome internacional como Dominguinhos, Fagner, Evaldo Gouveia e Fausto
Nilo.
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Nara Leão com o trio Cli-Clé-Clô |
Simultaneamente,
tornou-se mestre em comunicação e doutor em História, contribuindo como
acadêmico à frente da disciplina “Comunicação e Música”, na Universidade de
Brasília (UnB). Hoje, o talento de Clodo também trilha outros caminhos. E se a
música tem sido o principal veio de sua criação, a pintura fotográfica,
descoberta durante a pandemia, tornou-se uma de suas paixões.
“Quando
Fagner gravou ‘Cebola cortada’, de Petrúcio Maia e Clodo, em 1977, quase furei
o disco de tanto ouvir. A música diz ‘Sempre lembrando para a gente que amar
nunca faz mal’. Trago essa verdade comigo. Clodo estuda, ensina, toca, canta,
compõe e nos mostra, em sua obra, que o amor, quando bem sentido, é o caminho,
o encontro, a salvação”, revela Sandra.
Mês de agosto, por tudo isso, começa com o pé direito na área cultural. Reservem um tempinho para a próxima terça-feira, divirtam-se com tudo de belo e artístico que Sandra Duailibe e sua equipe prepararam, com carinho e dedicação, para homenagear um artista valioso e valoroso da nossa cultura.
Serviço:
Clodo- A
Revelação, por Sandra Duailibe
Data: 02 de agosto
Horário: 20h
Local: Casa Thomas Jefferson Hall (SEPS 706/906)
Entrada: Ingressos gratuitos poderão ser
retirados no local, no dia do evento, a partir das 17h
Capacidade: 208 lugares
Classificação indicativa: Livre
Informações: (61) 99259-2824 (Ester Braga)
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