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Foto: Pedro Gontijo (Senado Federal) |
O
ex-ministro da Cultura Paulo Sérgio Rouanet morreu no último sábado (3/7). Mas,
a lei de incentivo a cultura, que recebeu o nome desse admirável professor,
poeta e pensador, está agonizando e sendo menosprezada desde o primeiro dia do
governo Bolsonaro. O presidente e seus fanáticos seguidores, por questões
ideológicas, elegeram a cultura como o mal maior a ser combatido initerruptamente.
Um dos alvos
preferidos para esse combate foi a Lei Rouanet. Atacaram esse modelo de
incentivo à cultura em várias frentes até torná-lo um caldo de galinha para
doente em estado terminal. Ao mesmo tempo, criaram o modelo, unilateral e
antidemocrático, de financiar cantores sertanejos com polpudas verbas públicas
das prefeitura Brasil afora. Uma tragédia.
Como se
não bastasse, o presidente Bolsonaro usou sua caneta Bic para vetar dois
projetos fundamentais para o mundo cultural: A Lei Aldir Blanc e a Lei Paulo
Gustavo. Juntas, somam quase sete bilhões de reais em incentivos a projetos
culturais tão afetados pela pandemia da Covid-19.
Felizmente,
na noite desta terça-feira (5/7), os dois vetos foram derrubados por senadores
e deputados federais depois de uma ampla e irrestrita movimentação da classe
artística. As duas leis já estão em vigor e vão revigorar a nossa cultura, tão
sofrida nesse tempo de pandemia e de fascismo bolsonarista. O primeiro, está
passando, passará; o segundo, os fascistas, no pasarán!
Desde as
eleições de 2018 até os dias atuais, Bolsonaro e seus seguidores fazem críticas
e ataques sistemáticos à Lei Rouanet. No fundo, são preconceituosos, trazem um
viés ideológico de extrema direita, e tentaram imputar ao incentivo todas as
mazelas possíveis e imagináveis. O caso mais recente foi o do cantor Zé Neto da
dupla com Cristiano.
Com todas
as letras o cantor disse: "Nós somos artistas que não
dependemos de Lei Rouanet. Nosso cachê quem paga é o povo". Em
meio à repercussão da polêmica, foi revelado que o show de Zé Neto e Cristiano,
em Sorriso (MT), foi financiado com R$ 400 mil
de verba da prefeitura. Nos dias seguintes, se tornaram conhecidos outros casos de shows de sertanejos realizados com
dinheiro de prefeituras, ou seja, dinheiro público.
A derrubada dos vetos às leis Aldir Blanc e Paulo Gustavo vem lavar a alma de todos envolvidos, de alguma forma, com a cultura brasileira. Ela sairá mais forte e vai, com certeza, superar esses anos de obscurantismo. O ZecaBlog tem orgulho de apoiar os artistas brasileiros, nos momentos bons e nos momentos de extrema dificuldade, como esse que começou no dia 1º de janeiro de 2019, mas, temos certeza e esperança de que terminará no dia 31 de dezembro deste ano.
Tempos melhores virão! Para a
cultura e para o povo brasileiro. Salve a cultura e todos aqueles vivem e
sobrevivem da arte.
Os incentivos culturais são necessário até pra ensinar o povo a bater palma.
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