Subir o Corcovado é literalmente uma ascensão na vida. Nossa passagem por este mundo se divide em antes e depois de ver o Rio de Janeiro do Cristo Redentor. Com o trenzinho, sobem juntas as nossas convicções religiosas (ou a ausência delas), o misticismo, o espírito aventureiro ou mesmo a simples curiosidade de conhecer algo novo e tão badalado.
A verdade é que, quando chegamos ao topo, sob os braços do Cristo, o encantamento é pleno, ficamos estupefatos e pensamos assim: por que não vim antes? Quando voltarei novamente? São esses os pensamentos que me ocorrem neste dia 12 de outubro, em que o Cristo Redentor completa 80 anos de existência.
Na verdade, a luta para construção do monumento começou dez anos antes da inauguração, em 1921, com a instituição da Semana do Monumento, coordenada pelo arcebispo Dom Sebastião Leme, o mesmo que estaria na inauguração, ao lado do presidente Getúlio Vargas, às 7h30 da noite de 12 de outubro, quando o monumento foi entregue à população.
O povo é sábio e a imagem do Cristo com os braços abertos concorre hoje com grandes monumentos como a Estátua da Liberdade, a Torre Eiffel, a Torre de Pisa, entre outros. Virou símbolo nacional. Está nas músicas, na literatura, nas poesias e nas invocações da gente humilde que tenta sobreviver na cidade maravilhosa.
O Cristo Redentor está presente no maravilhoso Samba do Avião, de Tom Jobim, que reproduzimos abaixo, na interpretação do próprio autor, com Danilo Caymmi e o conjunto vocal Banda Nova. Nesta tarde chuvosa do Dia da Criança e de Nossa Senhora Aparecida, é um vídeo interessante para homenagearmos os 80 anos do Cristo Redentor, os cariocas, o povo brasileiro e todos aqueles que amam as artes e a cultura.
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