quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Dia do Folclore é para preservar a nossa memória


O Brasil é um país rico em atividades folclóricas, mas tivemos que importar a palavra folclore da cultura saxônica (“folk”, povo, e lore, saber). Não temos na nossa língua uma palavra que defina essas manifestações vindas do saber popular, oriundas dos indígenas, negros escravizados e colonizadores portugueses, holandeses e franceses. A estes se somaram posteriormente os migrantes que para o Brasil vieram em busca de trabalho, principalmente italianos, japoneses, espanhóis e sírio-libaneses.
A verdade é que somos frutos dessa miscigenação intensa e irrestrita, que nos proporcionou atividades culturais ricas e diversificadas, que encantam turistas de todos os recantos do mundo. É apaixonante ver uma folia de reis ou uma catira nas regiões do Centro-Oeste e das Minas Gerais, uma festa junina no Nordeste, uma roda de samba nos morros cariocas, um bumba-meu-boi no Norte e as danças típicas dos gaúchos dos pampas.


Nosso universo de lendas, mitos e contos folclóricos é infinito. Vai do Boitatá, passando pelas histórias do Boto, da mula-sem-cabeça até o Saci-Pererê, que o cartunista Ziraldo imortalizou nas geniais histórias em quadrinhos. São frutos da criatividade popular e foram preservados de geração em geração.
Nossa culinária – com seus pratos típicos, iguarias e quindins – mostra uma variedade excitante de sabores, cores e aromas, que vão do cuscuz à tapioca, passando pela feijoada, a dobradinha, o bobó de camarão, o vatapá, o verde do chimarrão, o azul do araçá, o doce do buriti e de ambrosia, o pato no tucupi, o tacacá, as peixadas e tantas outras delícias advindas da nossa cultura popular.
Hoje é Dia do Folclore Nacional, dia de preservarmos a memória da nossa cultura popular ouvindo o canto das lavadeiras do vale do Jequitinhonha, do rico folclore da região pobre do norte de Minas. Em seguida, a bela interpretação de Mônica Salmaso, acompanhada de Paulo Freire, para a folclórica Cuitelinho, recolhida por Paulo Vanzolini. E esses versos de Manuel Bandeira, poeta brasileiro que teve ligações umbilicais com o folclore.

Adivinha 
    
O animal deu nome às ilhas:
Estas deram nome à ave.
O animal como se chama?
Como se chamam as ilhas?
E como se chama a ave?
Responda, senhor ou dama.

(Manuel Bandeira) 


4 comentários:

  1. Maravilha, o canto das lavadeiras, há outras e mais outras, lindas ! Sempre me interessei por essas cantorias porque há letras de ricas poesias . Genial meu irmão ! A Felicidade de Aninha, nossa lavadeira, nunca esqueci. Parabéns !

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  2. Sào melodias melancolicas, lamentosas...será da herança portuguesa, do fado, ou porque as classes populares que cultivaram essas músicas eram os explorados, os escravos, os colonos, os agregados das roças, as lavadeiras? Mas alegre ou triste, comove, nos transporta para a nossa infância interiorana, é coisa nossa..Abs...

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  3. Muito lindo !!!! O Brasil é belo...extrememente belo!
    parabéns!
    abraço,
    Melissa

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  4. Que lindo!!!!! Nosso riqueza cultural, emociona mesmo.

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