Goiânia tem do ponto de vista proporcional
a maior frota de veículos e o mais expressivo número de motocicletas nas ruas,
em comparação com todas as capitais do Brasil. São mais de um milhão de
veículos circulando, numa proporção de 1,2 carros por pessoa, e mais de 350 mil
motocicletas nas ruas da cidade.

Soma-se à falta de planejamento claro e preciso para melhorar o sistema de transporte coletivo o fato de que, diante
de um aumento dessa dimensão da frota de veículos e de motocicletas, é impossível
viabilizar um projeto sem que se faça um redesenho amplo da cidade, o que teria
um custo social muito alto.
Esse é um quadro nada desejável vivido
pela população brasileira em todos os grandes centros urbanos. Mas, a situação
em Goiânia é particularmente assustadora, pois está chegando a um ponto
insuportável de forma rápida e sem que as autoridades apresentem uma solução
planejada para a população. A cidade não tem um quilômetro sequer de metrô e
terá que implantá-lo daqui pra frente a um custo altíssimo.
Exponho essa preocupação porque tenho
uma grande admiração pela capital goiana, principalmente pelos seus valores
culturais, pela vida noturna cheia de opções, bons restaurantes, ótimos
barzinhos, e um povo bastante acolhedor. Goiânia não é uma cidade isolacionista
como Brasília. Lá, quando você sai de casa, sente-se perto das pessoas. Elas
estão ali, nas calçadas, nas praças e, quando os motoristas e motoqueiros
permitem, também nas ruas.
Goiânia precisa acordar rápido para a
gravidade dessa situação antes que, definitivamente, seja tarde. Aliás, já
estamos bem perto do caos. Falta muito pouco para a cidade parar. Depois não
adiantará ficar repetindo o refrão: “Goiânia parou! Parou por quê?”.
Parou por culpa de todos nós e não
apenas pela incompetência e desinteresse das autoridades.
Que sirva de alerta!...Vou compartilhar, porque já estamos estupefatos com o trânsito emperrado da cidade, no presente, e em pânico com as perspectivas aterrorizantes do tráfego no futuro!! Goiânia segue o exemplo de São Paulo, no que ele tem de pior, e não é por acaso que muitas incorporadoras imobiliárias paulistas dominaram o mercado goianiense, contando com a facilidade de uma legislação que ignora o plano diretor e o impacto de trânsito da construção civil.
ResponderExcluirMuito boa a reflexão. Sofro diariamente com este trânsito que piora a cada dia. De fato, não temos perspectiva de melhora a médio prazo. Falta a população acordar e cobrar do poder público. De fato, em breve vamos parar.
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