
Nossa admiração por Mercedes surgiu nos anos 70 por suas canções engajadas e por sua postura corajosa e inflexível contra as ditaduras na América Latina. Sua voz de contralto sempre mostrou a força de uma guerreira, capaz de levar adiante manifestações estudantis, movimentos campesinos ou paralisações de operários nos centros urbanos.
A voz poderosa de La Negra, como era conhecida pela sua ascendência ameríndia, encantou e politizou toda uma geração. Por uma coincidência histórica, no dia 09 de julho, também se comemora a independência argentina, e Mercedes Sosa nasceu justamente em San Miguel de Tucumán, na província de Tucamán, onde a declaração de independência foi assinada.
Sempre foi patriota e dizia que “pátria, só temos uma”. A preocupação sócio-política sempre acompanhou Mercedes Sosa. Na década de 60, tornou-se um dos expoentes da Nueva Canción, um movimento musical latino-americano com raízes africanas, cubanas, andinas e espanholas, e que teve ressonância também no Brasil, com Caetano Veloso, Chico Buarque e Gilberto Gil, entre outros.
Mercedes gravou com vários artistas brasileiros, como Milton Nascimento, Fagner, Beth Carvalho e Daniela Mercury. Fez parceria de canto com muitos argentinos, mas deixou uma belíssima gravação com León Gieco, que se chama Canción para Carito, e que reproduzimos abaixo para matar a saudade.
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