Jackson do Pandeiro é paraibano da cidade de Alagoa Grande, onde nasceu em 31 de agosto de 1919. Se estivesse vivo, estaria hoje fazendo 92 anos de idade e de muito ritmo na voz e no pé. Sua paixão na infância era a sanfona, mas por ser um instrumento muito caro, optou pelo pandeiro que recebeu de presente de sua mãe, Flora Mourão, a quem desde pequeno o menino ouvia cantar coco, tocando zabumba e ganzá.

Jackson era inimitável, inigualável. Fazia malabarismo com a voz, dividindo a frase musical de várias maneiras. Às vezes, esticava o verso ou uma palavra e compensava tudo lá na frente, dando brilho e entusiasmo à interpretação. Isso fica muito claro no vídeo postado aqui, no qual ele interpreta Sebastiana, de Rosil Cavalcanti, a primeira música que gravou em sua carreira.
Ficou órfão de pai muito cedo. Sua família mudou-se para Campina Grande, onde morou por cerca de seis anos, trabalhou como engraxate, entregador de pão e fazia pequenos serviços. Em 1948, mudou-se para Recife, onde foi trabalhar na Rádio Jornal do Comércio, período em que, por sugestão do diretor, trocou o apelido de infância de Jack do Pandeiro, para Jackson do Pandeiro, por ser mais sonoro e para causar mais efeito quando fosse anunciado no microfone.

Depois, Jackson do Pandeiro mudou-se para o Rio de Janeiro, onde trabalhou na Rádio Nacional, fazendo grande sucesso com músicas como O Canto da Ema, Chiclete com Banana - de autoria do genial compositor baiano Gordurinha, que reproduzimos no vídeo abaixo -, Um a Um e Xote de Copacabana.
Jackson do Pandeiro é orgulho nacional. Adorado em todo o país, principalmente no Nordeste. Em Campina Grande, recebeu até estátua (foto ao lado), com seu tradicional chapéu de coco, o pandeiro e muita ginga no pé.
Sua discografia compreende mais de 30 álbuns no formato Long Play, o tradicional LP, que gravou durante os seus 29 anos de carreira. Fez escolas entre cantores que têm facilidades com o ritmo, como Alceu Valença, Xangai, Gilberto Gil e tantos outros.
Nós brasileiros, podemos gritar bem alto e forte, com sonoridade e ritmo: Viva Jackson do Pandeiro! O paraibano merece.
Esqueci de citar o compositor de Chiclete com Banana, que é o extraordinário Gordurinha, baiano da gema, aquele que disse "baiano burro, garanto que nasce morto". O amigo jornalista e advogado Josafá Dantas, "baiano macho", mandou-me um e-mail corretivo. Corri lá e postei a informação. Baiano, assim, como os paraibanos, são bons de briga.
ResponderExcluirDo amigo e colega de trabalho José Lopes, recebi o seguinte comentário, por e-mail:
ResponderExcluir"Amigo José Carlos esta matéria tem tudo a ver com o senhor Luiz Lopes ,cearense que por orgulho é meu pai e fã do grande ritmista Jackson do Pandeiro..Legal."