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Crise da dívida soberana só não ameaça a beleza soberana do Coliseu, na Itália |
A crise financeira na zona do euro progride e assusta cada vez mais. O endividamento de países europeus – conhecido pelo pomposo nome de crise da dívida soberana – já colocou na UTI a Irlanda, Grécia e Portugal. Agora ameaça a Itália, berço de várias culturas e povos europeus. Os italianos têm um papel preponderante em questões culturais, diplomáticas, militares e políticas não só na Europa, mas em todo o mundo.
A Grécia é o berço da filosofia ocidental e também foi atingida fortemente pela crise do endividamento soberano. A Irlanda é um país rico culturalmente, com um povo que valoriza a alegria e as festas – parecidos com os brasileiros. Portugal, então, nem se fala. Os portugueses são nossos patrícios e a cultura deles, em muitos aspectos, entrelaça-se com a nossa. Portugal tem conseguido manter intacta sua dinâmica cultural (para ler sobre isso clique aqui).
Agora a crise econômico-financeira ameaça os italianos e a vasta cultura desse país, com o qual temos muita sintonia. Sobremaneira pelo legado dos imigrantes italianos que se aportaram principalmente em São Paulo, nos tempos da cultura do café.

No universo da música, tanto erudita quanto popular, a contribuição italiana é invejável. No âmbito da ópera já falamos aqui sobre Renata Tebaldi (clique aqui), dona de uma voz belíssima e que concorria com Maria Callas. O talento italiano passa também por Luciano Pavarotti, tenor lírico, e pela bela voz de Fiorenza Cossotto, considerada uma das melhores mezzosopranos do século XX.
Neste final de tarde de quarta-feira, em meio a toda essa crise da dívida soberana de tantos países ricos no âmbito cultural, ouvir a interpretação de Fiorenza Cossotto (foto acima) para a ária Voi Lo Sapete, da ópera Cavalleria Rusticana, de Pietro Mascagni, outro talento italiano, ajuda-nos a afugentar qualquer pensamento mais pessimista – pelo menos, com relação à cultura.
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