Quando era garoto, entrando na adolescência, em Uruaçu, lá pelos meados dos anos 60, tinha verdadeira paixão por uma frase escrita na traseira de uma charrete de aluguel do seu Mané Vermelho, como era conhecido o marido da Florisbela, a dona Flor, vizinha da casa dos meus pais e que gerenciava uma pensão. A charrete passava, e eu ficava admirando a frase: Eu, ela e o luar... Que delícia!

Sim, fazíamos muitas serenatas naquele pequeno Uruaçu, antes cortado pelo córrego Maxombombo e banhado pelas águas do rio Passa-Três, e hoje pousado às margens do Lago da Serra da Mesa. Juscelino também era um apaixonado por cantorias e ajudou a consagrar a tradição das serenatas mineiras, principalmente em Diamantina, sua cidade natal, que já cultivava as serenatas há dois séculos.

Todo dia 12 de setembro, data do nascimento de JK, Diamantina realiza o Dia da Seresta. A cidade também promove festivais de serestas. Juscelino chegou a participar da gravação do disco Diamantina em Serenata, em 1967, que acabou saindo com o título de JK em Serenata (veja capa). Depois do AI-5, o Long Play desapareceu e virou raridade de alguns colecionadores. Abaixo duas canções de serestas, interpretadas pelos seresteiros amigos de JK.
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Eu, ela e o luar... está enterrado na nossa memória. Não há mais.Hoje é eu e eu e ela com ela. O luar já era encoberto pela poluição do porto de Tubarão... para riqueza da nação.
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